Logo

Você sempre quis saber como viver de literatura? Pergunte-me como!

WhatsAppFacebookLinkedInX
19.08.2015 - 08:45:30

Renato Costa*

Goiânia – Pretendo elaborar um painel social da literatura. Seu momento histórico, no que tem de específico, nos parece muito propício a novas abordagens, tanto em âmbito temático, quanto em sua função econômica.

 
Do excesso de fontes ao abandono do texto escrito, a literatura passa por uma recuperação de seu respaldo social, a partir da renovação de seus meios e da inventividade de seus ativistas. Estes que em prol da leitura trabalham já responderam, ao menos em parte, as perguntas que muita gente, admirando de fora, se pergunta:
 
Como se dedicar à literatura no mundo de hoje, tão agitado por novas e dispersivas culturas?
 
Mesmo na cidade de Goiânia, nesta jovem capital, não menos agitada por isso, em um país tão contraditório quanto o Brasil, aqui e agora, como parar para pensar em escrever? Como, em suma, viver (d)a Cultura em uma nação subdesenvolvida como esta: tão carente, porém esplêndida? São boas questões, claro, difíceis de responder…
 
Estas questões fazem parte do repertório de reflexões de todos os consumidores de arte, em algum momento.
 
Resumindo, como produzir?
 
Em especial trazemos algumas aproximações a estas respostas, vindas de indivíduos que aceitaram esta problemática no grau mais sério, no engajamento de seus trabalhos para a realização de projetos literários situados na cidade, para o público transeunte, envolvendo declamação de poesia, pocket-shows  e venda de pequenas publicações aos mais identificados.
 
Pelas histórias que nos contam, de repente, das necessidades, se fazem as oportunidades: as condições materiais envolvendo a realização dos saraus abertos acabam levando às oportunidades de comércio que dão impulso à mais apresentações e vice-versa e continuamente. Estar em contato com o público, promover primeiro, para a partir daí publicar; falar que sim, se escreve; ler-se o que se escreve; e ler-se no que se escreve… Eis aí as saídas do escritor: “o retrato do artista quando jovem.”
 
“Ao que parece, o já sabido, se impõe a conclusão desde o princípio: por-se em marcha é o lema de que o grande escritor sempre se orgulhará, para concluir: Sim, é possível viver “da” literatura, pra poucos, com certeza, mas vivê-la é pra todo o mundo!”
 
Assim se faz, e se refaz, a literatura.
 
*Renato Costa é Livreiro e filósofo de ocasião, iogue e ciclista urbano.
compartilhar
WhatsAppFacebookLinkedInX
por Renato Costa

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Postagens Relacionadas
Ricardo Menegatto
15.09.2026
Novas regras mudam a relação entre consumidor e plataformas de ingressos

Comprar ingresso para um show, festival ou espetáculo deixou há algum tempo de ser uma operação simples. Filas virtuais pouco transparentes, preços que mudam em questão de minutos, taxas reveladas apenas na etapa final da compra e ingressos rapidamente esgotados por sistemas automatizados transformaram a aquisição de uma entrada em uma experiência muitas vezes frustrante […]

Fernando Schüler
13.09.2026
O dia ‘D’ da democracia brasileira

Fernando Schüler São Paulo – “Apagar dados do celular indica consciência sobre a ilegalidade dos atos praticados”, escreveu o ministro Alexandre de Moraes, em um dos argumentos para condenar a cabeleireira Débora dos Santos a 14 anos de prisão. E explicou: “se o indivíduo tivesse convicção de sua inocência, não teria motivo para eliminar registros que […]

Tia Dag
12.09.2026
A escolha de um jovem começa muito antes do vestibular

Para falar sobre o futuro de um jovem, é necessário falar também sobre as oportunidades que ele encontrou ao longo do caminho. Nenhuma escolha começa apenas no momento da inscrição em uma faculdade. Ela é construída desde os primeiros anos de escola, a partir da qualidade do ensino, do acesso à cultura, das referências profissionais, […]

Ketllyn Fernandes
10.09.2026
Comunicar é uma arte

Setembro costuma ser um mês de muitas campanhas, estatísticas e alertas sobre saúde mental. Por isso, senti de abordar o tema por outro caminho: a partir da arte. Recentemente, a artista japonesa Yayoi Kusama, um dos maiores nomes da arte contemporânea, nos deixou aos 97 anos. Durante décadas, ela falou abertamente sobre seu sofrimento psíquico […]

Ives Gandra da Silva Martins
09.09.2026
Mandato de 12 anos para os ministros do STF

A OAB de São Paulo, o Instituto dos Advogados de São Paulo e a Associação dos Advogados — três entidades representativas da advocacia paulista — têm apontado que a perda de credibilidade do Supremo Tribunal Federal decorre do fato de a Corte ter deixado de ser apenas um legislador negativo e um tribunal imparcial para […]

José Maria Franco de Godoi Neto
09.09.2026
O custo invisível das decisões empresariais

Toda decisão empresarial envolve risco. A abertura de uma nova unidade, a aquisição de outra empresa, o lançamento de um produto ou a entrada em um novo mercado exigem projeções financeiras, análises de viabilidade e estudos de mercado. No entanto, ainda é comum que um componente decisivo fique em segundo plano: o risco jurídico. Essa […]

Juliano Fagundes
09.09.2026
Inteligência Artificial analisa “A Sublime Maria de Nazaré” e identifica fundamentos históricos e profundo simbolismo na obra de Mércia Aguiar

A obra “A Sublime Maria de Nazaré”, recebida mediunicamente por Mércia Aguiar, vem despertando atenção não apenas por sua dimensão espiritual, mas também pela riqueza de elementos históricos, culturais e simbólicos presentes em sua narrativa. Com o objetivo de investigar até que ponto os acontecimentos, costumes e ambientes descritos no livro encontram correspondência com o […]

José Expedito da Silva
07.09.2026
Eleição: a festa da cidadania

Será necessária muita sabedoria para que a eleição seja, de fato, a festa da cidadania — um momento livre de hostilidades e polarizações ideológicas. Dessa forma, todos os convidados, que são os eleitores e as eleitoras, não sairão decepcionados. A Igreja Católica não apresenta nem indica candidatos e partidos políticos. Sua verdadeira missão é colaborar […]