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(Foto: divulgação)

Ha Ha Land

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12.07.2026 - 08:30:00

O título do texto é um trocadilho ao nome do craque norueguês com o nome do filme “La La Land” (2016), do diretor Damien Challeze, que se inspirou em clássicos musicais do cinema, cuja sinopse é uma metáfora a essa crônica dominical.

Se a alcunha norueguesa ‘Haaland’ é para rir, ou para chorar, a história do longa estadunidense surte com o mesmo efeito dicotômico. Um enredo que trata de sonhos, resiliência e disciplina que, para atingi-los a todo custo, vem junto a conta de insensatas expectativas, acrescentadas à tão previsível frustração e ao inevitável confronto com a realidade.

Jogando, cada um no seu time, no seu tom, na sua música e carreira, conquistamos aquilo que está ao alcance naquele momento, naquela oportunidade.

Entre fracassos e vitórias, o tempo vai se encarregando de colocar cada coisa, ou cada um, no seu devido lugar. Seja uma pedra no sapato pink no meio do campo, seja um jazzista que toca pop para se sustentar, ou ainda um jogador titular no banco, na função de “home office”.

Há, no entanto, uma graça, uma certa verdade no término, na perda. A tristeza é uma fonte para nos fortalecer. Observar no outro o que nos faltou, ou sobrou: seja sapiência, seja prepotência, seja a meditação, seja a inquietação, seja o yoga, seja a ginga, seja o jazz, seja o pop.

Latino e europeu. Atletas e artistas. A atriz e o músico. O Ha Ha Land é a velha estória, de quem ri por último, ri melhor. Ou não!

O choro é livre e faz muito bem à saúde.

“No Yoga, as lágrimas são consideradas uma forma profunda de liberação emocional e purificação. Elas indicam que a prática acessou tensões armazenadas no corpo e permitiu que a mente se desfizesse de bloqueios. O choro não é visto como fraqueza, mas como um processo de cura e alívio”.(samatvayoga.com.br/yoga-e-emocoes)

Haaland nos deixou uma lição, exercitar a mente é tão necessário quanto exercitar o físico. Praticante da meditação e do yoga, o futebolista é um dos favoritos da Copa de 2026.

Entre sonhos mil, de conquistas e sucessos, estaremos eternamente fadados às nossas escolhas e renúncias. Talvez, contudo, todavia, o choro ainda possa ser o mais indicado para remediar um trauma, ou um drama, acompanhado, é claro, de uma boa gargalhada depois, né não!

Haha…

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por Tatiana Potrich

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