João Unes e Théo Mariano
Goiânia – Presidente do PSD em Goiás, o ex-deputado federal Vilmar Rocha defende que a sigla lance candidatura própria ou encontre um nome da terceira via para apoiar nas eleições presenciais que se aproximam. Em entrevista exclusiva na sede do jornal A Redação, Rocha aposta que existe espaço para crescimento de um candidato que não seja da base petista ou bolsonarista. "O Brasil precisa sair dos extremismos representados pelo ex-presidente Lula e por Bolsonaro. Lógico que este último representa um movimento extremista maior, mas ambos estão radicalizados", diz o ex-deputado.

Vilmar Rocha (à direita) em entrevista exclusiva aos jornalistas João Unes (centro) e Théo Mariano (à esquerda) na sede do jornal A Redação. (Foto: Letícia Coqueiro)
Como não enxerga boas perspectivas nas candidaturas petista e bolsonarista, Rocha acredita que a terceira via tem até o início de abril para firmar-se. Para tanto, porém, será preciso que esta alternativa tenha um nome definido e, além disso, passe uma mensagem "firme" à população. "Eu acredito que Rodrigo Pacheco seja um bom perfil [para a presidência da República], mas, já disse isso para ele, é preciso que ele tenha coragem de assumir a bronca da disputa", afirma o presidente estadual do PSD.
Entre os possíveis pré-candidatos da terceira via, Rocha não vê capital político necessário em Sergio Moro (Podemos), Ciro Gomes (PDT) ou João Doria (PSDB). Assim, restará ao partido, na visão do pessedista, definir qual será seu rumo: candidatura própria ou parceria em algum projeto alternativo. "Não acho legal apoiar o Partido dos Trabalhadores no primeiro turno. Quando chegarmos no segundo turno, aí a análise precisa ser feita novamente de acordo com o cenário."
Para Vilmar Rocha, neste ano a disputa nacional influenciará com "muito mais intensidade" as decisões estaduais. Isto devido ao modelo novo de federação, que pode impactar uma série de legendas. "Isso, de certa forma, atrasa um pouco as definições em âmbito estadual, porque naturalmente os partidos esperam as definições estaduais para tomar suas decisões", pontua. Um exemplo citado pelo pessedista foi sobre a decisão de um candidato a governador de centro no Estado. "Isso depende da decisão do presidente Bolsonaro, e me parece que ele ainda não escolheu um nome."
Apesar dessa análise, Vilmar Rocha pondera que, no Estado de Goiás, a tendência é de que o PSD apoie o governador Ronaldo Caiado, apontado pelo pessedista, no momento, como "o único candidato viável". Com o projeto partidário de indicar o ex-ministro Henrique Meirelles para a vaga goiana no Senado Federal, além de buscar eleger também outros três deputados federais e seis estaduais, o presidente estadual pondera que a opção de aliar-se à base governista garante maior segurança eleitoral.