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Uma vida nova neste Natal

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23.12.2021 - 13:56:13

Chegou o Natal, tempo de festas, confraternizações, troca de presentes. A partir de muitos lares, nossas cidades são enfeitadas com luzes, árvores de Natal, Papai Noel, renas e trenós. No entanto, em muitos lugares, destaca-se o símbolo que verdadeiramente representa a motivação cristã do Natal, ou seja, o presépio, com todas as figuras que, segundo os textos bíblicos dos evangelhos, estiveram envolvidas no acontecimento original da festividade do Natal: o nascimento de Jesus, o Salvador da humanidade.
 
São Francisco de Assis encenou pela primeira vez a cena do presépio, na cidade italiana de Greccio, em 1223. Ele queria que o povo compreendesse melhor o mistério da encarnação do Filho de Deus para poder celebrar bem a festa do Natal de Jesus, e assim aderir com fé, esperança e amor ao Reino de Cristo. A partir de então, os cristãos procuram, anualmente, professar a sua fé em Jesus, o Filho de Deus encarnado, por meio da representação do presépio, cujo centro é o menino-Deus, humildemente deitado na manjedoura, na gruta de Belém.
 
Em um dos textos bíblicos presentes na liturgia da missa do tempo do Natal, destaca-se o título messiânico “Príncipe da Paz” (cf. Isaías 9,5). Na fé, os cristãos aplicaram tal título a Jesus, tendo em vista que ele, desde o mistério de sua encarnação no ventre da Virgem Maria, passando pelo ministério de sua vida pública até a Páscoa de morte de Cruz e gloriosa ressurreição, estabeleceu uma Nova e eterna Aliança entre Deus e a humanidade. Consequência do dom da Aliança é a paz, o shalom de Deus a todos os que creem em Jesus, como Senhor e Messias Salvador.
 
Meu sincero desejo é que neste ano, ainda marcado pelos desafios impostos pela pandemia da COVID-19, a festa do Natal seja uma ocasião de aderir ao dom da paz de Cristo Jesus. E que essa paz seja vivenciada em nossos relacionamentos familiares, comunitários, sociais e planetários. Que possamos diante do presépio suplicar ao menino-Deus, o Príncipe da Paz, aquilo que pedia o Santo de Assis: “Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa paz. Onde houver ódio, que eu leve o amor; onde houver ofensa, que eu leve o perdão; onde houver discórdia, que eu leve a união”.
 
A graça redentora de Cristo nos dará uma vida nova neste Natal se praticarmos o que Papa Francisco nos ensina no número 283 da encíclica Fratelli tutti: “O culto sincero e humilde a Deus «leva, não à discriminação, ao ódio e à violência, mas ao respeito pela sacralidade da vida, ao respeito pela dignidade e a liberdade dos outros e a um solícito compromisso em prol do bem-estar de todos». Na realidade, «aquele que não ama não chegou a conhecer a Deus, pois Deus é amor» (1 Jo 4, 8)”.
 
* Padre Wagner Ferreira da Silva é missionário da Comunidade Canção Nova e vice-reitor do Santuário do Pai das Misericórdias.
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por Wagner Ferreira Da Silva

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