Logo

TI deve ser a bola da vez em ESG

WhatsAppFacebookLinkedInX
14.07.2022 - 14:08:00
A indústria de TI está sob crescente pressão para reduzir suas emissões de carbono. Atualmente, o setor é responsável por 2% a 3% das emissões globais, de acordo com a ONU, mas à medida que o mundo fica online, esse número pode crescer rapidamente se não for controlado.
 
Em nosso mundo digital, a TI tem entrou no radar tanto na implementação quanto na cobrança das iniciativas ESG (Environmental, Social and Governance). É a maior transparência que a tecnologia trouxe que possibilita que os stakeholders pressionem as empresas a atender às suas necessidades e que os investidores avaliem as empresas em seu desempenho ESG. E a TI tornou-se central para permitir que a empresa atinja suas metas ESG.
 
O papel da TI
Cada pedaço de código que os engenheiros desenvolvem terá um impacto na pegada de carbono cada vez que for executado. Assim como os engenheiros podem otimizar o seu código para maximizar a velocidade e escalabilidade, eles também podem otimizá-lo para minimizar a pegada de carbono.
 
Pesquisa da S&P Market Research, feita com 825 tomadores de decisão em TI de 19 países, mostra que o ESG está se tornando uma prioridade para os líderes de TI. Se em 2020 esse índice era de 26%, em 2023 deve chegar a 57%.
 
Já outra pesquisa com 218 líderes europeus de TI feita pela Coeus Consulting descobriu que 90% consideram a sustentabilidade um “objetivo central de TI”. Mas, por outro lado, a pesquisa da Coeus Consulting sugere que os líderes de TI ainda têm um longo caminho a percorrer: apenas 13% dizem que a sustentabilidade de TI é uma parte essencial de seu processo de procurement, com a maioria descrevendo-a como 'moderadamente importante' ou ' bom ter '. Mas 45% acreditam que será fundamental em três anos.
 
O impacto social e ambiental dos produtos e serviços de TI que as organizações compram e das empresas das quais compram terão uma influência significativa em seu próprio perfil ESG. A aquisição de TI, portanto, tem um papel importante a desempenhar no alcance dos objetivos de sustentabilidade.
 
Data centers: será que precisam ser os vilões?
Previsões indicam que o consumo de energia dos data centers deve responder por 3,2% do total de emissões mundiais de carbono até 2025 e eles podem consumir nada menos que um quinto da eletricidade global. Em 2040, o armazenamento de dados digitais deverá gerar 14% das emissões mundiais. E, de acordo com estudos, cerca de 40% da energia total que os data centers consomem é destinada à refrigeração de equipamentos de TI.
 
Mas, segundo o IDC, se todos os data centers em uso em 2024 forem projetados para a sustentabilidade, isso poderia economizar 1,76 bilhão de toneladas. A estimativa de redução é baseada na suposição de que 60% dos data centers adotarão tecnologias e processos inteligentes e sustentáveis.
 
Uma solução inédita foi anunciada em março por um grande provedor de serviços de data center. Todo o calor residual gerado pela nova instalação na Finlândia será utilizado para aquecer residências e empresas na região, em parceria com uma empresa elétrica.
 
Além dessa, existem diversas outras oportunidades para os gestores de data centers reduzirem o impacto ambiental enquanto mantêm os níveis de serviço acordados, desde o desenvolvimento do projeto ou retrofit, com um eficiente serviço de IT Consulting e de Data Center Retrofit, até a sua realocação, com um processo de Data Center Moving Room.
 
Investir em serviços e soluções com uma mentalidade de “sustentabilidade em primeiro lugar” e buscar ativamente maneiras de reduzir o desperdício pode construir uma cultura ambientalmente sustentável. E uma compreensão de todo o cenário de emissões de carbono – operações internas, fornecedores, clientes e parceiros – é fundamental para os líderes de TI inspirarem e impulsionarem a ação, entendendo as especificidades dos objetivos do negócio e buscando as soluções mais alinhadas às iniciativas ESG.

*Ricardo Perdigão é diretor da Tecnocomp

compartilhar
WhatsAppFacebookLinkedInX
por Ricardo Perdigão

*

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Postagens Relacionadas
Edemundo Dias de Oliveira Filho
17.10.2026
Voto nulo

O voto nulo não é fuga. É declaração. Em um sistema que transforma a urna em ritual obrigatório de adesão, recusar-se a escolher entre as opções apresentadas constitui um exercício lúcido de soberania individual. Não se trata de indiferença, mas de recusa consciente a legitimar o que se considera ilegítimo ou impróprio. A democracia moderna, […]

Marcelo Traldi
16.10.2026
Inovar hoje para nutrir o amanhã

Neste 16 de outubro, data em que se celebra o Dia Mundial da Alimentação (World Food Day), a comunidade internacional é convocada a refletir sobre o tema central de 2026: “Inovar hoje. Nutrir o amanhã”. Esta máxima não é apenas um lema comemorativo, mas um chamado urgente à ação para líderes, indústrias, governos e consumidores. […]

Tânia Queiroz
15.10.2026
Quando a ansiedade decide o que comemos e o que tomamos

No Dia Mundial da Alimentação, celebrado em 16 de outubro, o debate costuma girar em torno do acesso e da qualidade dos alimentos. Há, porém, uma pergunta menos discutida, e que ouço todos os dias no consultório e na sala de aula: por que comemos e o que buscamos além do prato? Para muitos brasileiros, […]

Frederico Moraes Xavier
15.10.2026
Educação exige continuidade, não soluções milagrosas

Neste 15 de outubro, celebramos o Dia dos Professores. Data importante para reconhecer o trabalho de profissionais que exercem uma das funções mais importantes da sociedade, mas também discutir as condições trabalho e os caminhos necessários para melhorar a educação brasileira. Na medicina, assim como em tantas outras profissões, sabemos que a formação de um […]

Domingos Quirino
14.10.2026
A saúde não pode envelhecer

A sociedade civil está envelhecendo em ritmo acelerado. Segundo o Censo Demográfico do IBGE, o país chegou a 22,2 milhões de pessoas com 65 anos ou mais em 2022, crescimento de 57,4% em comparação com 2010. Esse cenário impõe uma reflexão urgente: se o perfil do paciente mudou, a forma de cuidar também precisa mudar. […]

Chrissia Bandim
13.10.2026
Antes da ferramenta, a gestão do escritório

Na advocacia, o assunto mais recorrente entre os integrantes dos escritórios é saber qual ferramenta de inteligência artificial contratar para elaborar as melhores petições e fazer as melhores intervenções processuais. A discussão é salutar. Mas, qualquer que seja a ferramenta, eficiência e resultado só se conquistam com organização. Quem faz o quê, em quanto tempo, […]

Leonardo Chucrute
13.10.2026
O impacto de um líder vai além dos resultados

Todo líder deixa um rastro. A questão central não está apenas nos resultados entregues, mas no impacto gerado nas pessoas que caminham ao seu lado. Em um ambiente empresarial cada vez mais voltado para performance e crescimento acelerado, é comum associar liderança exclusivamente ao cumprimento de metas, indicadores e resultados de curto prazo. No entanto, […]

Maria Clorinda Soares Fioravanti
09.10.2026
Educação superior, ciência e tecnologia no Brasil: de onde viemos, onde estamos e que futuro queremos?

A Medicina Veterinária, a docência e a pesquisa são dimensões indissociáveis da minha trajetória. Ao longo desses anos, acompanhei períodos de expansão, fortalecimento institucional, restrições orçamentárias e ameaças à autonomia universitária. Essa experiência consolidou minha convicção de que a educação pública de qualidade é um dever do Estado e investir em ciência e tecnologia é […]