Logo

Qualidade de vida no DF em queda

WhatsAppFacebookLinkedInX
08.04.2014 - 18:40:31
 
Brasília – A qualidade de vida pode ser avaliada pelos serviços públicos oferecidos pelo município ou pelo Estado, por meio das áreas de: alimentação, moradia, renda e segurança.
 
A produção de laços de confiança, ou seja, a criação de redes de valores éticos, bem como a fidelidade mútua, melhora a cooperação social, dessa forma, aumenta o desempenho e a responsabilidade dos representantes públicos dos governos e das instituições democráticas.
 
A qualidade de vida no DF, segundo o IBGE vem caindo. Há de considerar que o DF tem uma ótima área geográfica, construída e dividida por setores de forma ordenada com ruas largas e espaçosas, com trânsito programado para não haver semáforos, com verbas do Governo Federal para custear parte das despesas das áreas de educação, saúde e segurança. Também há de ser incluído como critério de avaliação da qualidade de vida o fato do DF, não contar com usinas e indústrias de peso que influencia na qualidade do ar.
 
Em pesquisa sobre Qualidade de Vida no DF, ficou evidenciado que 90,7%, dos entrevistados não participam de nenhuma associação ou Conselho Local, por achar que não é importante, resposta da maioria, seguido da opinião de que os governos não ouvem a população.
 
O desinteresse ou repulsa pela política resulta, geralmente, de duas circunstâncias: o desconhecimento das repercussões das decisões políticas sobre o cotidiano de nossas vidas; e a constatação de que grande parte daqueles que exercem mandatos públicos não cumprem com suas promessas eleitorais e ainda buscam, prioritariamente, satisfazer os seus próprios interesses ou daquele grupo a que pertencem ou representam.
 
A estratégia de atrair milhares de brasileiros para o entorno sem proporcionar-lhes condições de emancipação, por meio da geração de emprego e renda, sem oferecer educação, saúde e segurança, mostra o quanto a política da região ficou dependente do jogo político centralizado no GDF. Outro fator predominante para a queda da qualidade de vida foi o crescimento desordenado, principalmente nas cidades satélites.
 
Segundo Putnam, as sociedades que tem laços de confiança, respeito e compromisso, geram instituições mais sérias, democráticas e com maior credibilidade. Essa organização melhora e torna mais fácil a cooperação com intuito de melhorias coletivas, a qual o autor descreve como "capital social".
 
Essa relação, Estado e sociedade civil organizada, resulta em melhores políticas públicas e um maior compromisso do Estado com a população.
 
*Rócio Barreto é cientista político e sociólogo, coordenador Geral da Cruz Vermelha da RIDE, presidente de Honra da ONG Saúde e Cidadania e dirigente do SINDPREV-DF por duas gestões consecutivas (de 2010/2013 e 2013/2016). 
compartilhar
WhatsAppFacebookLinkedInX
por Rócio Barreto

*

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Postagens Relacionadas
Edemundo Dias de Oliveira Filho
17.10.2026
Voto nulo

O voto nulo não é fuga. É declaração. Em um sistema que transforma a urna em ritual obrigatório de adesão, recusar-se a escolher entre as opções apresentadas constitui um exercício lúcido de soberania individual. Não se trata de indiferença, mas de recusa consciente a legitimar o que se considera ilegítimo ou impróprio. A democracia moderna, […]

Marcelo Traldi
16.10.2026
Inovar hoje para nutrir o amanhã

Neste 16 de outubro, data em que se celebra o Dia Mundial da Alimentação (World Food Day), a comunidade internacional é convocada a refletir sobre o tema central de 2026: “Inovar hoje. Nutrir o amanhã”. Esta máxima não é apenas um lema comemorativo, mas um chamado urgente à ação para líderes, indústrias, governos e consumidores. […]

Tânia Queiroz
15.10.2026
Quando a ansiedade decide o que comemos e o que tomamos

No Dia Mundial da Alimentação, celebrado em 16 de outubro, o debate costuma girar em torno do acesso e da qualidade dos alimentos. Há, porém, uma pergunta menos discutida, e que ouço todos os dias no consultório e na sala de aula: por que comemos e o que buscamos além do prato? Para muitos brasileiros, […]

Frederico Moraes Xavier
15.10.2026
Educação exige continuidade, não soluções milagrosas

Neste 15 de outubro, celebramos o Dia dos Professores. Data importante para reconhecer o trabalho de profissionais que exercem uma das funções mais importantes da sociedade, mas também discutir as condições trabalho e os caminhos necessários para melhorar a educação brasileira. Na medicina, assim como em tantas outras profissões, sabemos que a formação de um […]

Domingos Quirino
14.10.2026
A saúde não pode envelhecer

A sociedade civil está envelhecendo em ritmo acelerado. Segundo o Censo Demográfico do IBGE, o país chegou a 22,2 milhões de pessoas com 65 anos ou mais em 2022, crescimento de 57,4% em comparação com 2010. Esse cenário impõe uma reflexão urgente: se o perfil do paciente mudou, a forma de cuidar também precisa mudar. […]

Chrissia Bandim
13.10.2026
Antes da ferramenta, a gestão do escritório

Na advocacia, o assunto mais recorrente entre os integrantes dos escritórios é saber qual ferramenta de inteligência artificial contratar para elaborar as melhores petições e fazer as melhores intervenções processuais. A discussão é salutar. Mas, qualquer que seja a ferramenta, eficiência e resultado só se conquistam com organização. Quem faz o quê, em quanto tempo, […]

Leonardo Chucrute
13.10.2026
O impacto de um líder vai além dos resultados

Todo líder deixa um rastro. A questão central não está apenas nos resultados entregues, mas no impacto gerado nas pessoas que caminham ao seu lado. Em um ambiente empresarial cada vez mais voltado para performance e crescimento acelerado, é comum associar liderança exclusivamente ao cumprimento de metas, indicadores e resultados de curto prazo. No entanto, […]

Maria Clorinda Soares Fioravanti
09.10.2026
Educação superior, ciência e tecnologia no Brasil: de onde viemos, onde estamos e que futuro queremos?

A Medicina Veterinária, a docência e a pesquisa são dimensões indissociáveis da minha trajetória. Ao longo desses anos, acompanhei períodos de expansão, fortalecimento institucional, restrições orçamentárias e ameaças à autonomia universitária. Essa experiência consolidou minha convicção de que a educação pública de qualidade é um dever do Estado e investir em ciência e tecnologia é […]