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O sonho e o pesadelo de Goiânia e Anápolis

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05.04.2022 - 10:11:27
 
No dia da inauguração do portentoso Centro de Convenções de Goiânia, em 27 de março de 1994, dei uma entrevista de página inteira no O Popular. Título: “Goiás ganha “templo de negócios”. Falando ao jornalista Marcondes Franco Filho, pude destacar a importância da obra e que, a partir daquele momento, Goiás estaria na vitrine nacional dos grandes eventos. O nosso Centro de Convenções era o 21º, portanto, tinham 20 à nossa frente na corrida para agendar os mais cobiçados eventos. Mas, para que o nosso CCG começasse com o pé direito o trabalho, começou praticamente um ano antes. Inaugurado, começou bem com 50 eventos programados e outros em andamento. Foi a última inauguração do governador Iris Rezende naquele mandato. 
 
Agora, vendo a reportagem da jornalista Katherine Alexandria, de 31 de março (O Popular), sobre o Centro de Convenções de Anápolis, em completo desleixo, obra do então governador Marconi Perillo, me veio essas boas lembranças de
um trabalho realizado aqui, antecipadamente, em total contraste com o anapolino. Pena. Gasto de mais de R$ 150 milhões, abandonado, deteriorado, na iminência de se transformar em repartições públicas, enquanto a cidade clama por algo que a faça acordar, render empregos, faturamento a empresários de vários segmentos, sacudida no turismo de negócios, enfim, fazer jus à finalidade da obra. Fica a pergunta: ninguém pediu sua construção? Pela matéria parece que todos permanecem inertes. 
 
Cadê as entidades empresariais de Anápolis, a classe política, o trade turístico? Aqui, Iris atendeu a solicitação do trade encabeçado pela Abrajet e pela ABIH, a primeira presidida por mim e a segunda pela hoteleira Cristina Costa, em memorável reunião no salão panorâmico do Umuarama Hotel. O então candidato Iris ganharia nosso apoio se nos prometesse a construção do Centro de Convenções. Chumbo trocado. Pena ver o Centro de Convenções anapolino nesse cenário de desprezo. Acorda, gente. 
 
Finalizo dizendo que o sol nasceu pra todos. Goiânia teve seu sonho realizado, grandes eventos, feiras e shows artísticos incríveis lotando o Teatro Rio Vermelho e incrementando a cultura na cidade. Anápolis poderá, ainda, sacudir a poeira da letargia, e dar essa volta, mexendo com as estruturas da economia, do lazer, das artes da cidade. Falta vontade política e alguém pra falar grosso, sem preguiça e com o desejo maior de fazer e acontecer. A obra está pronta, se contarem lá fora ninguém vai acreditar.   
               
Para uma situação dessas, sugiro o seguinte: esqueçam os políticos agora, ano de eleição, só estão pensando nos votos, acordos, alianças. A classe empresarial, as entidades, o trade turístico é que tem que se virar, mexer os pauzinhos, unir esforços, caminhar juntos e emparedar aqueles que detém a posse da obra. A imprensa pode ajudar muito repercutindo o grito e as ações dos interessados. Vamos tentar? A pandemia já passou. A economia tem que fazer valer sua vontade.
 
Sua posição geográfica no trevo Anápolis-Goiânia-Brasília, favorece. Bom pra chegar e pra sair. Esqueçam o tempo perdido. A hora é agora.
 
*Arthur Rezende é jornalista

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por Arthur Rezende

*Mônica Parreira é repórter do jornal A Redação

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