Augusto Diniz
Goiânia – Goiás não tem como saber a quantidade de pacientes internados com covid-19 que se vacinaram e quantos não receberam doses do imunizante contra a doença nos hospitais públicos e particulares do Estado com o aumento de casos causado pela nova variante do coronavírus, a Ômicron. A informação foi dada ao jornal A Redação na manhã desta sexta-feira (7/1) pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) e pela Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg).
Em nota, a SES-GO informou que a instabilidade de dados no site do Ministério da Saúde continua a prejudicar a atualização de dados referentes à pandemia da covid-19 no território goiano. "Não temos esses dados consolidados ainda, pois os sistemas do Ministério da Saúde, usados para registro, não trazem com propriedade esse campo, logo os números não são fidedignos. Além disso, desde o ataque hacker, em dezembro do ano passado os sistemas saíram fora do ar e o de vacinação (SI-PNI) ainda não voltou", respondeu ao AR a Secretaria de Estado da Saúde.
Já o presidente da Ahpaceg, Haikal Yaspers Helou disse ao AR que a associação não faz mais o boletim diário das unidades de saúde particular instalados no Estado. "Neste momento não há relatos de falta de leitos de forma sistêmica. Pode acontecer pontualmente em um hospital ou outro como sempre aconteceu", afirmou Helou.
A Ahpaceg informou que somente a Vigilância Sanitária, órgão ligado à SES-GO, tem os dados e estatísticas de internados com covid que receberam e os pacientes que não tomaram três, duas ou qualquer dose do imunizante contra a doença. Como persiste a instabilidade nos dados disponíveis no sistema do Ministério da Saúde, nem mesmo as novas doses das vacinas aplicadas depois do suposto ataque virtual à plataforma aparecem no cadastro da pessoa no aplicativo ConecteSUS.
"Entretanto, a impressão é de que há sim redução de óbitos entre vacinados", considerou a SES-GO na nota. Por enquanto, os dados divulgados a cada 24 horas de novos casos, vacinados e mortos por covid no Estado continuam prejudicados pela instabilidade da plataforma do Ministério da Saúde.
Internações
Pela plataforma da SES-GO que atualiza os dados de internação por covid no Estado, o índice de ocupação de t0dos os 1.476 leitos de UTI nos hospitais públicos e privados de Goiás estava em 74,32% às 12h43 desta sexta-feira. São 1.097 os pacientes que ocupam vagas nas Unidades de Terapia Intensiva nas unidades de saúde goianas, tanto particulares quanto estaduais e municipais.
Quando observados apenas os leitos de UTI específicos para atendimento de pacientes com suspeita ou confirmação de covid-19, a ocupação está em 42,69% no Estado. Das 438 vagas para tratamento da doença, 187 estão com pessoas internadas. Nas enfermarias para covid, a taxa é de 24,49%, com 216 pacientes internados num total de 82 leitos.
Hospitais estaduais
Já nos dados apenas para a rede estadual, a ocupação está em 58% nas UTIs para pacientes adultos com suspeita ou confirmação da doença. São 137 vagas, 58 delas disponíveis, 69 ocupadas e dez bloqueadas. Nas enfermarias do Estado para pessoas adultas com covid, a taxa está em 33%, com 65 leitos disponíveis, 30 ocupados e dois bloqueados.
Nas UTIs pediátricas dos hospitais estaduais, o índice de ocupação por casos suspeitos e confirmados de covid-19 chegou a 100%, com seis leitos ocupados e outros cinco bloqueados. Nas enfermairias do Estado para a ala pediátrica de covid, não há vagas disponíveis. São 30 leitos, com 11 ocupados e 19 bloqueados.