Adriana Marinelli
Goiânia – A professora aposentada da Universidade Federal de Goiás (UFG) Elizabeth Caramaschi, de 79 anos, passou pela primeira cirurgia após ser atacada com uma garrafa quebrada durante uma caminhada no Setor Bueno, em Goiânia. Segundo boletim divulgado pela família na tarde de terça-feira (27/10), o procedimento bucomaxilofacial foi realizado com sucesso e permitiu corrigir uma fratura no maxilar.
Conhecida carinhosamente como Dona Beth por familiares e amigos, Elizabeth segue internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Urgências de Goiás (Hugo). De acordo com o comunicado, ela já está retomando a consciência e se comunicando por movimentos.
Conforme consta no boletim médico mais recente, a ventilação mecânica e os medicamentos estabilizadores continuam em níveis mínimos. A expectativa é que a paciente possa ser extubada em até 72 horas. O informativo ressalta, no entanto, que o estado de saúde ainda é grave, embora estável. Os demais procedimentos previstos serão realizados gradativamente, de acordo com o ritmo de recuperação da paciente.
Além de professora aposentada da UFG, Elizabeth é pianista reconhecida internacionalmente e já lecionou em universidades dos Estados Unidos e da Europa.
Ataque durante caminhada
A idosa foi atacada na manhã do dia 18 de outubro, enquanto caminhava nas proximidades do Parque Vaca Brava, no Setor Bueno. A idosa sofreu graves ferimentos no rosto, traumatismo craniano, fraturas nos ossos da face e perfurações no pulmão. Segundo relatos da família, as lesões provocaram deformações no rosto.
A professora aposentada foi socorrida por pedestres que passavam pelo local. O suspeito da agressão, Kaio Kalton de Brito Soares, de 22 anos, foi preso pela Polícia Militar (PM) após a ocorrência.
Antes de atacar Elizabeth, o homem teria tentado agredir outra pessoa, que conseguiu fugir. Ele estaria em situação de rua e teria relatado ouvir vozes que lhe pediam para “agredir alguém”.
Quando os policiais chegaram, o suspeito ainda estaria agressivo e teria avançado contra a equipe. Os militares atiraram na perna dele e realizaram a prisão. Kaio já tinha passagens pela polícia por tráfico de drogas.
