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Enxergar o futuro investindo na Educação

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01.12.2021 - 14:41:30

Refletir sobre os aprendizados que vivenciamos na Educação nos últimos dois anos é necessário para projetar o futuro. O ensino remoto já era uma tendência educacional que a pandemia antecipou. Mesmo assim, as escolas precisaram oferecer concomitantemente o ensino remoto e presencial. Professores, gestores e famílias se uniram e se revezaram nos papéis de aprendizes e executores para aplicar a “nova” prática pedagógica à distância. 
 
Tivemos que reinventar a dinâmica de trabalho para que os conteúdos chegassem às casas dos alunos de uma forma criativa, leve e tranquila. Nosso maior desafio foi tornar o ensino remoto prazeroso, sem desmotivar as crianças e também jovens, que compreendem a faixa etária dos anos iniciais do Ensino Fundamental. 
 
Foi necessário olhar de forma crítica para dentro do processo pedagógico e pensar estratégias para manter viva a vontade de aprender nos alunos. Esse novo olhar para a criança já fazia parte de amplas discussões e debates com o corpo docente, a direção da escola, as famílias e a mantenedora do Colégio Externato São José. O que a pandemia fez foi catalisar o processo. Era preciso retirar da incubadora e amadurecer o novo, pensar a educação desse estudante exigente, imediatista e extremamente tecnológico, sem perder a nossa essência de educar com valores. 
 
O primeiro passo foi perceber a necessidade de tornar o processo de aprendizagem mais motivador. Como? Tomando como referência o que a Base Nacional Comum Curricular prevê para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental. De acordo com o documento, a criança “articula o trabalho com as experiências anteriores e valoriza as situações lúdicas de aprendizagem, estimulando o pensamento lógico, criativo e crítico, despertando sua capacidade de perguntar, argumentar, interagir e ampliar sua compreensão do mundo”. 
 
A várias mãos, os educadores desenharam algumas novidades para enriquecer o modelo curricular para o ano de 2022 baseadas em quatro pilares: formar uma base sólida para a vida; conhecer o mundo; ser socialmente saudável e brincar para construir. Tudo isso, dentro de uma proposta de conceder à criança mais autonomia no processo de aprendizado. 
 
As mudanças vieram porque entendemos que as crianças têm direito de aprender de uma forma lúdica e mais prazerosa. A escola não pode parar no tempo e correr o risco de tornar-se enfadonha. Precisa ser o espaço no qual o conhecimento é passado de forma criativa, onde o aluno tem voz e é coparticipante do processo de aprendizagem. 
 
*Tatiana Santana é diretora pedagógica do Colégio Externato São José. 
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por Tatiana Santana

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