Théo Mariano
Goiânia – A proporção de pessoas em situação de extrema pobreza, com rendimento inferior a US$ 1,90 ao dia, cresceu 0,9 pontos percentuais no Centro Oeste entre 2012 e 2020. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (3/12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Síntese dos Indicadores Sociais (SIS). Desde 2012, a região citada permanece com o segundo melhor resultado do País em relação à extrema pobreza, mas o Centro-Oeste foi, no entanto, uma das três regiões que apresentaram aumento nas médias tanto entre 2012 e 2020 quanto entre 2014 e 2020.
Historicamente, como mostra o próprio IBGE, Norte e Nordeste apresentam os piores resultados analisados. A situação permaneceu da mesma forma em 2020. Ainda conforme o levantamento, os domicílios com mais casos de extrema pobreza eram compostos por um casal com filhos. Além disso, aquelas casas formadas por mulheres pretas ou pardas como responsáveis, sem cônjuge e com filhos menores de 14 anos de idade concentraram a maior incidência de pobreza.

Criança caminha, acompanhada de cachorro, em lixão (Foto: Reprodução via Web)
Uma reportagem especial do jornal A Redação mostra os impactos da pandemia do novo coronavírus na segurança alimentar das famílias moradoras do Centro-Oeste. O Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, produzido pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (Rede PENSSAN), aponta que ao menos 116,8 milhões de brasileiros convivem neste momento com algum grau de insegurança alimentar (leve, moderada ou grave).
Distribuição de renda e informalidade
O levantamento do IBGE, publicado nesta sexta-feira (3), ainda aborda a desigualdade na distribuição de rendimentos no território nacional. Entre as unidades da federação, Goiás foi o Estado que apresentou o terceiro melhor resultado no quesito diferença de renda. Segundo o IBGE, em Goiás, a desigualdade de rendimento entre os 10% que mais recebem e os 40% que menos recebem figura abaixo de nove vezes. A média nacional está em torno de pouco mais de 12 vezes, quando aborda a diferença salarial entre as classes citadas.
Além dos goianos, Santa Catarina e Rondônia figuram nas duas melhores posições do ranking, que viu seus piores resultados nos Estados da Bahia, Sergipe e também no Distrito Federal. Em relação ao mercado informal, há ligeiramente mais homens do que mulheres inseridas em acordos não formais. Ao filtrar por cor ou raça, o IBGE aponta uma diferença quase 4% entre a proporção de pretos ou pardos e brancos nas vagas de trabalho informais – os primeiros são 41,6%; já o segundo, 37,7%. De toda forma, em âmbito nacional, a taxa relacionada ao mercado informal atingiu seu menor valor da série histórica entre 2012 e 2020.
Confira a íntegra do levantamento aqui.