Logo

Alívio para a pesquisa em Goiás

WhatsAppFacebookLinkedInX
04.05.2022 - 09:11:50
 
Garantir a autonomia administrativa das entidades que promovem a ciência e a pesquisa é uma das medidas mais civilizatórias que um governo pode tomar. Autonomia significa que as escolhas técnicas dessas entidades terão coerência e estabilidade, possibilitando alcançar mais rapidamente os resultados esperados pela sociedade.
 
Por isso, é preciso elogiar a iniciativa do governador Ronaldo Caiado por enviar à Assembleia Legislativa projeto de lei para alterar a norma que disciplina a concessão de bolsas pela Fundação de Amparo à Pesquisa de Goiás (Fapeg). O novo texto visa justamente dotar a Fapeg de autonomia para definir valores e prazos em seus investimentos.
 
Na lei de 2009, esses investimentos ficavam engessados aos programas federais operados pelo Ministério da Educação e pelo Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq) – tanto no que se refere aos valores quanto aos períodos de fruição das bolsas de pesquisa e formação científica, de mestrado, de doutorado, de estágio pós-doutoral e de apoio técnico a pessoas físicas e subvenção a pessoas jurídicas.
 
Como relator da matéria na Alego, imediatamente apresentei parecer favorável para que o projeto de lei se torne realidade o mais rápido possível. Trata-se de uma solicitação antiga da Fapeg. A vinculação compulsória aos programas federais provocaram uma perda monetária de quase 60% nos valores pagos aos pesquisadores.
 
Com a autonomia para o reajuste das bolsas, serão beneficiados cerca de 600 pesquisadores que já são contemplados pela Fapeg. Outros 150 cientistas também serão amparados pela correção, após a conclusão do edital de bolsas de formação de mestrado e doutorado nº01/2022, lançado em fevereiro deste ano e ainda em andamento.
 
Sem o reajuste, todos os projetos de pesquisa corriam o risco de paralisação ou mesmo de desistência por parte de pesquisadores e entidades. Nesse sentido, a alteração na lei traz alívio e esperança para os discentes, que agora têm a garantia de que poderão se manter nos programas de pós-graduação.
 
Pelo novo texto legal, a correção monetária das bolsas deverá ser feita dentro do que prevê o orçamento anual da instituição. A expectativa é de que ocorra o quanto antes. Para dimensionar o que é a Fapeg para o desenvolvimento do Estado, basta lembrar que seus investimentos são preferencialmente focados nas necessidades impostas pela realidade goiana.
 
*Virmondes Cruvinel é deputado estadual e líder do União Brasil na Assembleia Legislativa de Goiás
compartilhar
WhatsAppFacebookLinkedInX
por Virmondes Cruvinel

*Mônica Parreira é repórter do jornal A Redação

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Alívio para a pesquisa em Goiás

WhatsAppFacebookLinkedInX
04.05.2022 - 09:11:50
 
Garantir a autonomia administrativa das entidades que promovem a ciência e a pesquisa é uma das medidas mais civilizatórias que um governo pode tomar. Autonomia significa que as escolhas técnicas dessas entidades terão coerência e estabilidade, possibilitando alcançar mais rapidamente os resultados esperados pela sociedade.
 
Por isso, é preciso elogiar a iniciativa do governador Ronaldo Caiado por enviar à Assembleia Legislativa projeto de lei para alterar a norma que disciplina a concessão de bolsas pela Fundação de Amparo à Pesquisa de Goiás (Fapeg). O novo texto visa justamente dotar a Fapeg de autonomia para definir valores e prazos em seus investimentos.
 
Na lei de 2009, esses investimentos ficavam engessados aos programas federais operados pelo Ministério da Educação e pelo Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq) – tanto no que se refere aos valores quanto aos períodos de fruição das bolsas de pesquisa e formação científica, de mestrado, de doutorado, de estágio pós-doutoral e de apoio técnico a pessoas físicas e subvenção a pessoas jurídicas.
 
Como relator da matéria na Alego, imediatamente apresentei parecer favorável para que o projeto de lei se torne realidade o mais rápido possível. Trata-se de uma solicitação antiga da Fapeg. A vinculação compulsória aos programas federais provocaram uma perda monetária de quase 60% nos valores pagos aos pesquisadores.
 
Com a autonomia para o reajuste das bolsas, serão beneficiados cerca de 600 pesquisadores que já são contemplados pela Fapeg. Outros 150 cientistas também serão amparados pela correção, após a conclusão do edital de bolsas de formação de mestrado e doutorado nº01/2022, lançado em fevereiro deste ano e ainda em andamento.
 
Sem o reajuste, todos os projetos de pesquisa corriam o risco de paralisação ou mesmo de desistência por parte de pesquisadores e entidades. Nesse sentido, a alteração na lei traz alívio e esperança para os discentes, que agora têm a garantia de que poderão se manter nos programas de pós-graduação.
 
Pelo novo texto legal, a correção monetária das bolsas deverá ser feita dentro do que prevê o orçamento anual da instituição. A expectativa é de que ocorra o quanto antes. Para dimensionar o que é a Fapeg para o desenvolvimento do Estado, basta lembrar que seus investimentos são preferencialmente focados nas necessidades impostas pela realidade goiana.
 
*Virmondes Cruvinel é deputado estadual e líder do União Brasil na Assembleia Legislativa de Goiás
compartilhar
WhatsAppFacebookLinkedInX
por Virmondes Cruvinel

*Mônica Parreira é repórter do jornal A Redação

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Postagens Relacionadas
Edemundo Dias de Oliveira Filho
17.10.2026
Voto nulo

O voto nulo não é fuga. É declaração. Em um sistema que transforma a urna em ritual obrigatório de adesão, recusar-se a escolher entre as opções apresentadas constitui um exercício lúcido de soberania individual. Não se trata de indiferença, mas de recusa consciente a legitimar o que se considera ilegítimo ou impróprio. A democracia moderna, […]

Marcelo Traldi
16.10.2026
Inovar hoje para nutrir o amanhã

Neste 16 de outubro, data em que se celebra o Dia Mundial da Alimentação (World Food Day), a comunidade internacional é convocada a refletir sobre o tema central de 2026: “Inovar hoje. Nutrir o amanhã”. Esta máxima não é apenas um lema comemorativo, mas um chamado urgente à ação para líderes, indústrias, governos e consumidores. […]

Tânia Queiroz
15.10.2026
Quando a ansiedade decide o que comemos e o que tomamos

No Dia Mundial da Alimentação, celebrado em 16 de outubro, o debate costuma girar em torno do acesso e da qualidade dos alimentos. Há, porém, uma pergunta menos discutida, e que ouço todos os dias no consultório e na sala de aula: por que comemos e o que buscamos além do prato? Para muitos brasileiros, […]

Frederico Moraes Xavier
15.10.2026
Educação exige continuidade, não soluções milagrosas

Neste 15 de outubro, celebramos o Dia dos Professores. Data importante para reconhecer o trabalho de profissionais que exercem uma das funções mais importantes da sociedade, mas também discutir as condições trabalho e os caminhos necessários para melhorar a educação brasileira. Na medicina, assim como em tantas outras profissões, sabemos que a formação de um […]

Domingos Quirino
14.10.2026
A saúde não pode envelhecer

A sociedade civil está envelhecendo em ritmo acelerado. Segundo o Censo Demográfico do IBGE, o país chegou a 22,2 milhões de pessoas com 65 anos ou mais em 2022, crescimento de 57,4% em comparação com 2010. Esse cenário impõe uma reflexão urgente: se o perfil do paciente mudou, a forma de cuidar também precisa mudar. […]

Chrissia Bandim
13.10.2026
Antes da ferramenta, a gestão do escritório

Na advocacia, o assunto mais recorrente entre os integrantes dos escritórios é saber qual ferramenta de inteligência artificial contratar para elaborar as melhores petições e fazer as melhores intervenções processuais. A discussão é salutar. Mas, qualquer que seja a ferramenta, eficiência e resultado só se conquistam com organização. Quem faz o quê, em quanto tempo, […]

Leonardo Chucrute
13.10.2026
O impacto de um líder vai além dos resultados

Todo líder deixa um rastro. A questão central não está apenas nos resultados entregues, mas no impacto gerado nas pessoas que caminham ao seu lado. Em um ambiente empresarial cada vez mais voltado para performance e crescimento acelerado, é comum associar liderança exclusivamente ao cumprimento de metas, indicadores e resultados de curto prazo. No entanto, […]

Maria Clorinda Soares Fioravanti
09.10.2026
Educação superior, ciência e tecnologia no Brasil: de onde viemos, onde estamos e que futuro queremos?

A Medicina Veterinária, a docência e a pesquisa são dimensões indissociáveis da minha trajetória. Ao longo desses anos, acompanhei períodos de expansão, fortalecimento institucional, restrições orçamentárias e ameaças à autonomia universitária. Essa experiência consolidou minha convicção de que a educação pública de qualidade é um dever do Estado e investir em ciência e tecnologia é […]