“Nós sabemos que o cérebro não evolue (expande) há 20, 25 mil anos. Ou seja, não há espaço na caixa craniana nem energia no corpo humano que permita uma (r)evolução do cérebro humano (…) Então, em função desta não evolução (crescimento), com o mundo evoluindo (em desenvolvimento), o que fica claro? Que a I.A. não deveria ser chamada de Inteligência Artificial e sim de Inteligência Ampliada (…) Ou seja, se eu, sozinho, tentar fazer alguma coisa, vai custar X, vai demorar Y e vai ser Z de bom. Se eu me aliar às ferramentas que hoje estão disponíveis, super baratas, super acessíveis, eu vou fazer dez vezes mais rápido, três vezes melhor e cinco vezes mais barato.
Então, o que daqui para frente vai ser importante? Há uma mudança do papel do ser humano e, portanto, dos profissionais dentro das organizações. Fazendo um resumo histórico, há, sei lá, milhares de anos atrás, nossa competência era mensurada pelos músculos. Hoje é mensurada pelo cérebro. Daqui para frente será pelo coração. Ou seja, saímos do hard skills, passamos pelos soft skills, estamos chegando nos heart skills. Então, o que será importante para as pessoas daqui para frente são os valores humanos. Curiosidade, empatia, sinceridade, interesse genuíno, em gente, escuta ativa. São os valores humanos que serão o diferencial competitivo das organizações.
Porque a capacidade de produzir, de escrever, de calcular, isso todo mundo vai ter igual, vai ser commodity. O que será diferencial competitivo será os fatores humanos”
(@wlongo – Walter Longo, publicitário e administrador de empresas)
A fala do palestrante em MBA, pela Universidade da Califórnia pode gerar controvérsias aos antropólogos, sociólogos e biólogos, no entanto, faz muito sentido, ao pé da letra, por projetar essa perspectiva sobre a sensibilidade, à um futuro não muito distante. Eu acrescentaria até mais: o spiritual skills.
Embora, nos deparemos com uma ascensão de consultas terapêuticas aos chats e um acesso descontrolado à plataformas de namoros virtuais que, recentemente foi desativado na China, constatamos também, à curtíssimo prazo, seu colossal declínio.
E o que a Natureza vem nos dizendo sobre isso? Basicamente o mesmo que o publicitário.
O Eclipse Solar do último dia 12 de agosto vem trazendo consigo todos os sintomas dessa transformação “evolutiva”.
Quem ainda não enxergou que será consumido pela ilusão da comodidade da I.A., ao invés de ser quem a manipula, será o manipulado.
Os sintomas não tardam a chegar e os efeitos colaterais dos “atalhos” estão aí para qualquer um constatar. Os nomofóbicos, os doomscroling, os que estão em relacionamento sintético e, por aí vai, em incontáveis aberrações cibernéticas.
Ao abrir mão de criar, produzir ideias, imaginar, pensar, sonhar, o ser humano se comportará como um ‘robô’, mas com síndromes humanas corrosivas, tais como burnout, depressão e tantos transtornos catalogados em siglas.
O alinhamento astronômico dos planetas associado ao Eclipse, convergeu para uma tomada de consciência coletiva, algo como o Complexo da Lagosta, que não cabe mais na antiga carapuça, ou a troca de pele da serpente, ou o manejo de um bonsai que necessita de torções e podas para se desenvolver e manter seu esplendor.
Permanecer no automático é o anúncio para uma tragédia anunciada. O conforto, o comodismo, o falso bem-estar implicam em consequências previsíveis e irremediáveis.
Consultar o coração, a criatividade, a opinião própria, o auto conhecimento e a auto crítica se tornarão artigos de luxo, exclusivo aos que estiverem em alinhamento consigo mesmo, com sua coragem e em consenso social coerente.
Sentir os avisos da Natureza não é apenas um misticismo piegas, sem valor, mas conseguir avaliar e enxergar o que está além de nossa visão atual para alinhar-se, finalmente à habilidade sensitiva.
Alinhar-se ao heart skills of life!
