José Abrão
Goiânia – Pintor e desenhista, com trajetória também ligada à gestão de espaços culturais, Fernando Costa Filho afirmou que mantém uma visão esperançosa sobre o futuro da área durante a 1ª edição da Arte Pensante – Roda de Conversa sobre Políticas para o Setor Artístico, realizada na Galeria Aberta – Elysium Sociedade Cultural, no Setor Sul, em Goiânia, e promovida pelo jornal A Redação.
Na visão dele, o artista faz “um trabalho de formiguinha”, lentamente construindo uma cena, um setor forte. Ele argumentou que eventos como o Arte Pensante devem ganhar novas edições para não perder a mobilização e para poder construir e desenvolver ideias.
Fernando defendeu o próprio fazer artístico como principal testemunho a ser mantido, apesar das adversidades. “Meu depoimento é minha vida dentro dessa área. O artista é um trabalho solitário. Se a gente depender de política pública, a gente tá no sal. Tenho experiências ruins com ‘políticas’ públicas. Então eu procuro ficar afastado disso, se não a gente enlouquece!”, disse.
“Temos que pensar no trabalho humanitário da arte. O artista vai sempre existir. É isso que faz o crescimento do ser humano. [A arte é] pra lapidar a gente. Você tem que sensibilizar e comunicar isso”, avaliou. “A riqueza é o conhecimento e a transmissão desse conhecimento”, completou.
Sobre a formação, ele falou que é complicado: o artista se prepara técnica e teoricamente na universidade, mas como se manter depois no mercado? “Temos que dar chance e exemplo. Não muita ideologia, mas mais exemplo”, afirmou, para trazer luz para quem tem poder de criar e fomentar leis.
