A Redação
Goiânia – Prejudicial à saúde humana e ao meio ambiente, o tabaco é considerado um perigo pela Organização Mundial da Saúde (OMS). É por esse motivo que a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) promove uma live com especialistas para discutir o tema “Tabaco: uma ameaça ao meio ambiente” na próxima segunda-feira (30/5), às 9h, no canal da Connasemns no YouTube.
Embalado pela campanha do Dia Mundial Sem Tabaco 2022, a live é para profissionais da atenção primária à saúde e população em geral. O encontro discutirá assuntos como “Danos Respiratórios dos Cigarros Eletrônicos, com a pneumologista Fernanda Miranda de Oliveira, da Sociedade Goiana de Pneumologia e Tisiologia; e também “Cigarro Eletrônico: um problema de saúde pública”, com o cardiologista Aristóteles Comte de Alencar, Coordenador do Programa de Controle do Tabagismo no Estado do Amazonas.
Riscos
Com base nas evidências mundiais atuais, o uso de cigarros eletrônicos com nicotina aumenta o risco de uma série de danos à saúde, como: envenenamento, convulsões, dependência, traumas, queimaduras (causadas por explosões) e doenças respiratórias (incluindo a síndrome respiratória aguda grave).
Já o tabaco comum está relacionado como fator de risco para câncer de boca e pulmão, efisemas pulmonares, doenças cardiovasculares, e amputações de membros causadas pela baixa oxigenção do sangue. O tabagismo é reconhecido como uma doença crônica causada pela dependência à nicotina presente nos produtos à base de tabaco. Há uma variedade de itens derivados de tabaco que podem ser usados de diversas formas: fumado, inalado, aspirado, mascado ou absorvido pela mucosa oral.
"Todos eles contêm nicotina, causam dependência e aumentam o risco de desenvolver doenças crônicas não transmissíveis. No Brasil, a forma predominante do uso do tabaco é o fumado", esclarece Magna Carvalho, gerente de Vigilância de Doenças Crônicas Não Transmissíveis da SES-GO.
Dados
O quadro epidemiológico do tabagismo no Brasil é baseado nos resultados da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel, 2021), que demonstram nas 27 capitais brasileiras, uma frequência de adultos fumantes de 9,1%, sendo maior no sexo masculino (11,8%) do que no feminino (6,7%) (Brasil, 2022). Em Goiânia, a frequência de adultos fumantes foi de 10,4%, sendo maior no sexo masculino (14,4%) do que no sexo feminino (6,8%).
O Dia Mundial sem Tabaco – 31 de maio – foi criado em 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para alertar sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo. Desde o final da década de 1980, sob a ótica da promoção da saúde, a gestão e governança do controle do tabagismo no Brasil vêm sendo articuladas pelo Ministério da Saúde por meio do Instituto Nacional de Câncer (INCA), incluindo um conjunto de ações nacionais que compõem o Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT).