As 25 plataformas que planeja colocar em operação até 2017 darão à Petrobrás capacidade para produzir mais de 2,5 milhões de barris por dia de óleo novo. Porém, a estatal prevê apenas adicionar 750 mil barris/dia à produção, hoje de 2 milhões. Apesar do sucesso do pré-sal, fontes na Agência Nacional do Petróleo (ANP) e do governo estão preocupadas com o declínio de produção em campos antigos.
Encarregada pelo processamento dos dados da Petrobrás, a ANP acredita que a queda de produção em campos gigantes antigos da Bacia de Campos anula boa parte do acréscimo recente do pré-sal. Passados sete anos da descoberta, a Petrobrás produz 300 mil barris/dia no pré-sal.
Em qualquer lugar, a produção em campos de petróleo sofre declínio. No caso da Petrobrás, é de cerca de 10% ao ano (200 mil barris/dia a menos). A Petrobrás também convive com paradas para manutenção de plataformas, com forte impacto negativo na produção.
Mas a ANP considera que houve pouco investimento para recuperar a produção nesses campos.
Se todas as novas plataformas operassem no pico, já descontando a participação de parceiros e o declínio de 10% ao ano, poderia haver uma produção líquida até 2017 de 1 milhão de barris/dia de água, para 750 mil barris/dia de óleo adicionais, diz uma fonte da ANP. “As plataformas não operam no limite e alguma produção de água é normal. Mas é uma conta que não fecha, por isso a ANP está preocupada.” (Agência Estado)