Nesta quinta-feira (18/4), o evento promove a roda de conversa com o tema "Vozes de Vanguarda, Memória e Descontinuidade" com a participação dos colunistas do jornal A Redação, Pedro Novaes e João Novaes, além do professor da Universidade Estadual de Goiás (UEG), Uelinton Barbosa Rodrigues. O debate ocorre às 17h30.
Com apoio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, o festival foi criado para comemorar o Centenário de Dom Tomás Balduíno, um dos fundadores do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e defensor histórico de direitos humanos na América Latina. O objetivo é valorizar o seu legado e dar visibilidade para a produção cinematográfica de realizadores e realizadoras indígenas sobre suas lutas e resistência histórica.
Abrindo os trabalhos, o público pode conferir os documentários “Yaõkwa – Imagem e Memória” e “Avá Canoeiro – A Teia do Povo Invisível”. O primeiro, com direção de Vincent Carelli e Rita Carelli (Pernambuco/2020), apresenta o reencontro do povo Enawenê Nawê, com o ritual Yaõkwa, filmado ao longo de 15 anos pelo projeto Vídeo nas Aldeias. O filme registra as reações deste povo no reencontro com parentes falecidos, costumes esquecidos e preciosos cantos rituais em uma emocionante exibição na aldeia.
Logo mais, às 20h40, uma roda de conversa, com o tema GOIÁS – TERRITÓRIOS INVISÍVEIS E APAGAMENTO HISTÓRICO, e vai reunir Kamutadja Avá Canoeiro, liderança indígena do povo Avá, o antropóloga Rosani Moreira Leitão e a missionária do CIMI, Sara Sanchez. A programção completa pode ser conferida no Instagram do projeto.
A Mostra Manifesto, com um forte olhar político e decolonial, percorrerá ainda os municípios goianos de Catalão, Quirinópolis e Corumbá de Goiás, além da cidade de Uberlândia (MG). A programação é composta por um conjunto de obras expressivas do pensamento e cosmovisão de artistas indígenas do audiovisual, garantindo um contraponto à hegemonia branca no cinema brasileiro.
Leia mais
8º Icumam Lab promove em Nerópolis palestra sobre a série ‘Cangaço Novo’