A Redação
Goiânia – A capital goiana está entre as cidades do Centro-Oeste mais bem avaliadas em desenvolvimento sustentável. É o que aponta o Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades – Brasil (IDSC-BR) divulgado nesta sexta-feira (19/11). A pesquisa permite também comparar a pontuação dos municípios do Centro-Oeste com a registrada por aqueles localizados em outras regiões do País. Ao fazer isso, verifica-se que Goiânia está na 111ª posição do ranking nacional.
As 10 cidades melhores classificadas da região Centro-Oeste no IDSC-BR
Cidade Pontuação
1ª Goiânia (GO) 61,68
2ª Campo Grande (MS) 58,64
3ª Nerópolis (GO) 57,59
4ª Anápolis (GO) 56,27
5ª Nova Veneza (GO) 56,05
6ª Rondonópolis (MT) 54,85
7ª Inhumas (GO) 54,83
8ª Goianésia (GO) 54,55
9ª Águas Lindas de Goiás (GO) 54,52
10ª Dourados (MS) 54,48
Dos 59 municípios da região avaliados, 58 estão com o OD3 – Saúde e Bem-Estar assinalado em vermelho, a pior avaliação da tabela de cores estruturada no levantamento. Apenas uma, Corumbá de Goiás, registra o objetivo na cor laranja, a segunda pior na escala. Situação parecida ocorre com o ODS 4 – Educação de Qualidade e ODS 10 – Redução das Desigualdades. Ambos registram cor vermelha para 57 cidades e laranja em apenas duas.
Já o ODS 5 – Igualdade de Gênero tem marcação vermelha para 56 municípios, enquanto três estão em laranja.
Índice ainda não inclui ampliação das queimadas e impactos da pandemia
Os dados utilizados pelo IDSC-BR para avaliar o desempenho dos municípios são anteriores aos graves problemas enfrentados pela região Centro-Oeste de secas e queimadas, bem como do início da pandemia de Covid-19. Portanto, não incluem os impactos negativos desses fatos na saúde, educação, desigualdade social, meio ambiente e em outras áreas relacionadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
Este ano, por exemplo, a área queimada do Pantanal superou a média histórica em período de seca. Localizado em Mato Grosso do Sul, o bioma é a maior planície alagável do planeta. Porém, está há três anos sem cheia nos rios, o que provoca consequências econômicas, sociais e ambientais para toda a região.
Em relação ao novo coronavírus, de acordo com especialistas, a pandemia piorou os indicadores de saúde, ampliou as desigualdades e, em virtude do necessário fechamento de escolas, afetou o aprendizado dos alunos e provocou evasão escolar.
Focando apenas neste último ponto, a educação, o Banco Mundial emitiu um relatório alertando que as consequências podem ser graves e duradouras para o processo de aprendizagem. "Dois a cada três alunos brasileiros podem não aprender a ler adequadamente um texto simples aos 10 anos", afirma o documento, que analisou o impacto da Covid-19 na educação dos países da América Latina e Caribe. Portanto, os desafios para as cidades alcançarem os ODS podem ser ainda maiores.