Cada vez mais acredito que o grande inimigo de nós mesmos é o ego. É ele que, em grande parte das vezes, nos faz perder oportunidades de sermos felizes, livres, leves e soltos. Nos prende quando queremos dançar como loucos, fazer papel de ridículos, dizer eu te amo sem medir consequências ou dar opiniões bobas somente para opiniar. Nos achamos importantes demais ou bons demais para prestar alguns tipos de comportamentos que nos exponham ou nos façam parecer menos bonitos, inteligentes e especiais do que acreditamos ser.
Por outro lado, esse mesmo ego também nos paralisa quando age soturnamente como um monstro querendo a todo custo ter a palavra final. Precisamos estar certos mesmo que isso represente brigas, bate boca e arrependimentos. Tudo que queremos nesse momento é ter a razão, custe o que custar.
É o nosso ego, muitas vezes indomável, trazendo à tona o pior de nós mesmos. Uma versão piorada do eu, em que a vaidade desmedida e o egoísmo cego caminham de mãos dadas prontos para passar por cima de quem surgir no meio do caminho.
Muitas vezes, depois desses lampejos desmedidos de egocentria, caimos na real e nos perguntamos: afinal de contas, o que ganhamos com isso?
Provavalmente estresse, raiva, sentimentos negativos. E o que perdemos? Momentos prazerosos, risos, alegria.
Fora o mal que, muitas vezes, fazemos aos outros para manter uma opinião, um status, uma posição. E uma vez dita, a palavra não volta atrás.
Afinal, queremos ser felizes ou ter a razão?
Depois de uma discussão boba que se transforma em uma briga horrorosa, me pergunto solitariamente o que eu realmente gostaria: ser feliz ou ter a razão? Enquanto escrevo este texto, digo sem medo de errar: quero mais é ser feliz, cair no samba e gargalhar de boca aberta.
E se possível, deixar o ego domesticado, fechado em algum porão para sair apenas quando solicitado. E não como um fugitivo de arma na mão, apontando seus devaneios egocêntricos para quem ousar discordar da sua opinião ou não estender o tapete vermelho quando sua majestade, o ego, passar.