Goiânia – Ser quem se é. Pode parecer fácil, mas na verdade, todos os dias, ao longo da vida, somos julgados por ser quem somos. E se a pessoa não se encaixa no que é considerado adequado será rotulada, reprimida, mal falada.
Somos julgados porque nos vestimos de uma maneira, porque falamos de um jeito, porque temos uma postura diante da vida, pelo que pensamos.
Não, não é fácil ser quem se é verdadeiramente. É um trabalho diário para enxergar além da expectativa alheia e procurar o próprio caminho. Muitas pessoas passam a vida sendo quem não são apenas para se encaixar num padrão que se espera delas. Primeiro para agradar os pais e, ao longo da vida, para satisfazer os outros – namorados, maridos, amigos e até quem não conhecem.
A pessoa se veste de um jeito, escolhe uma profissão, compra um bolsa X, mora em determinado lugar, se casa, tem filhos e freqüenta a igreja não porque são os seus desejos genuínos, mas porque é isso o que se espera dela.
Pare para pensar: quantas vezes você se comportou de uma maneira para atender a expectativa dos outros. Quantas vezes fez escolhas que não representavam seus verdadeiros desejos, apenas para compactuar com a imagem que os outros têm de você.
Viver a própria singularidade, com erros e acertos, adequações e inadequações, exige coragem, mas infinitamente menos esforço do que ser o que não se é. Porque ao mentir para si próprio, o corpo sofre, o espírito sofre, o bolso sofre, os relacionamentos sofrem.
Não, não é fácil ser quem se é verdadeiramente. Mas ser outra pessoa é a maior dificuldade que existe.