A Redação
Goiânia – Nesta segunda-feira (30/5), a Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO), por meio de seu Núcleo Especializado de Defesa e Promoção dos Direitos da Mulher (Nudem), realizou uma palestra sobre violência obstétrica e direitos para as jovens gestantes atendidas pela OVG – Meninas de Luz, dentro do projeto O Parto Delas.
O evento foi realizado em razão das ações do Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, marcado em 28/5, e do mês da Defensoria Pública – Maio Verde, a DPE-GO. Durante o evento foi lançado o material educativo Falando em Violência Obstétrica, produzido pela DPE-GO.
Defensora pública e coordenadora do Núcleo Especializado de Defesa e Promoção dos Direitos da Mulher (Nudem), Gabriela Hamdan explica que "o projeto O Parto Delas é originalmente idealizado e executado por ONG 's, agora no mês de maio agregamos a Defensoria Pública, organizando essa interlocução entre entidades e a OVG Meninas de Luz. No projeto são realizadas palestras sobre os direitos no momento do parto e rodas de conversa com as doulas, sobre situações que podem ocorrer no parto.”
Sobre a temática abordada na palestra pela DPE-GO e o material educativo, a defensora pública informa que "a Defensoria trouxe a abordagem sobre a violência obstétrica e Direito de Família, como pensão alimentícia, guarda e filiação. Aproveitamos o evento para lançar uma cartilha sobre a conscientização a respeito da violência obstétrica, conceitos destinados a gestantes, parturientes e puérperas. A cartilha é baseada em um texto que eu fiz, enquanto coordenadora do Nudem, e a Diretoria de Comunicação realizou toda a arte e diagramação.”
"É muito importante a abordagem não só da violência na modalidade doméstica, que muitos conhecem. A violência de gênero é ramificada em diversos setores, um deles que é pouco falado é o da violência obstétrica”, completa Gabriela Hamdan.
Valeria Eunice Mori Machado é advogada especialista em violência obstétrica e atua no projeto O Parto Delas, oferecendo orientação jurídica e educação em direitos. Para ela, a garantia de autonomia da parturiente e o respeito durante o atendimento são os principais pontos na luta contra a violência obstétrica.
“Estou aqui para tirar dúvidas, falar sobre direitos, situações que acontecem na hora do parto, por exemplo: acompanhantes, podem ou não ser restringidos; o que a parturiente pode escolher na hora do parto? Venho trazer informações para que a gestante se defenda, abordar situações durante o atendimento e como a gestante pode se resguardar", destacou.
Defensoria Pública de Goiás orienta sobre violência obstétrica
*José Abrão é jornalista, mestre em Performances Culturais pela Faculdade de Ciências Sociais da UFG e doutorando em Comunicação pela Faculdade de Informação e Comunicação da UFG