José Abrão
Goiânia – O Centro Pompidou em Paris (França) começou a fechar as portas na segunda-feira (10/3) para um longo processo de cinco anos de reformas. Durante este período, parte do seu acervo deverá ser exposto em outros museus. O Pompidou é considerado uma das casas de arte mais importantes da França e também do mundo, competindo com o MoMA (Museu de Arte Moderna) de Nova York (EUA) entre as maiores coleções de arte moderna e contemporânea do planeta.
Até setembro de 2025, o centro cultural ainda vai abrigar algumas exposições menores antes de fechar de forma completa. A reforma, que deve terminar só em 2030, tem como principal foco remover o amianto, substância considerada tóxica, da construção. Antes da pandemia de covid-19, o local recebia em média 4 milhões de visitantes anualmente.
A coleção do Pompidou tem mais de 150 mil peças de artistas como Salvador Dalí, Frida Kahlo e Francis Bacon. Parte do acervo que deverá circular nos próximos anos passará por museus fora da França, com exposições já confirmadas na China, na Espanha e na Bélgica.
O Centro Pompidou recebe este nome por ter sido encomendado em 1969 pelo presidente francês Georges Pompidou, que queria um local que funcionasse como nexo para a arte moderna, um centro de pesquisa musical e uma biblioteca. Infelizmente, Pompidou morreu em 1974, antes da inauguração do prédio, em 1977. O design da construção é dos arquitetos Renzo Piano e Richard Rogers.
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*José Abrão é jornalista, mestre em Performances Culturais pela Faculdade de Ciências Sociais da UFG e doutorando em Comunicação pela Faculdade de Informação e Comunicação da UFG