A música esteve presente desde a primeira “exibição pública” de filmes, realizada pelos irmãos Lumière, no Grand Café, em Paris, no dia 28/12/1895. A história registra que os franceses Auguste e Louis, naquele dia, iniciaram a projeção de uma série de curtas com o filme La Sortie de l´usine Lumière à Lyon (A saída […]
Nova York — Entramos, às sete e cinquenta da noite de nove de julho, na casa de John Zorn. Éramos quarenta, distribuídos em fileiras de oito. As pessoas-ali chegam vontadeando nem-não saírem mais. Olham-se umas nas outras, ficam de imaginaturas, ávidas. O que fazem mesmo é examinar cada mo(vi)mento enquanto a sonoridade da orquestra é […]
Registro do Ato de Repúdio à Cultura do Estupro no Parque Lago das Rosas, Setor Oeste, Goiânia, no dia 29 de maio de 2016 (Foto: Carol Piva) Julho de 2015, Hospital de Urgência de Teresina, Piauí,região Nordeste do Brasil. Na noite de domingo, dia sete, morria uma moça de dezessete anos. Com ou sem nome […]
[Mas daí] a dança dos vaga-lumes, esse momento de graça que resiste ao mundo do terror… (Georges Didi-Huberman) Goiânia – Trim, triiiiimmmm… E Josué levanta, dia-sim de outros bem-tais, às cinco horas, amanhecendo-se. Mal tem tempo de abrir o olho, dizer ou maldizer pelintrices, pois-kaboom: já é pessoa invisível. Ultimamente, não acorda […]
No ano de 1933, encontramos ao menos duas importantes datas relacionadas à História da Música de Goiânia. Melhor detalhando, a primeira delas – 27 de maio – diz respeito ao início dos trabalhos de organização do plano definitivo da cidade que seria a nova capital do Estado, conforme bases fixadas no Decreto N. 3.359, de […]
“Dançar escreve / um traço leve / o verbo de Deus bê-á-bá”, e qual-lá se desembaraçam linhas, “paixões e ais”, “para pisar / golpes de ar”. Assaz-assim, Tom Zé abre os versos de sua canção “Dançar” dizendo dos corpos em dança, em diálogo-dança, deslizando embalados, alinhavados por um-quase “delírio sonâmbulo”, na toada de […]
Goiânia – Cinco, seis horas da tarde, ânimos encalorando-se, instrução processual querençosa de seus disse-me-disses. E na sequência, qual vão do mundo: tinha gente já compadecendo do homem, que Zé-Carlim isso, e aquilo, embora antes muitos desacreditassem obstinando o caso como mera sandice… — O depoente sustenta — era a doutora Lavínia quem anorteava — […]
Goiânia – O depoente — confiador naquilo que tinha testemunhado ou, no fundo-fundo, algo agastadiço — estava finalmente ali, parecendo satisfeito, de frente para a doutora Lavínia. — Senhor Lúcio, a testemunha deve dizer a verdade e somente aquilo de que tem certeza, está bem? — Sim, senhora, meritíssima. — Testemunha afirma: […]
Penso, em bastantes, que a gente deve pôr tino-além nos ditos e ouvidos para que, em vez de amiudados-dentro ou feitos desimportantes no exterior do dia a dia, eles nos transbordem de alguma esperança sem aquela mesquinhez de condescender tolices. Pelo menos. Digo assim das palavras, isto sendo: que precisamos evitar a todo custo […]
A dois incríveis poetas que conheço em feliz amizade, Germano Xavier e Gilberto Mendonça Teles. “A gente às vezes se vê vontadeando amanhecer diferente, mudando tom, criando com as letras tonali(ber)dades.” As pessoas, como já disse Manoel de Barros, pensam que, se-assim, é igual gente que gosta de escovar palavra ou, em […]