Jales Naves
Especial para A Redação
Goiânia – O Programa de Pós-Graduação em Letras (Mestrado e Doutorado) da Pontifícia Universidade Católica de Goiás abrirá nesta terça-feira, dia 27, às 9h, no auditório do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, a sua III Jornada de Colóquios. Na agenda, momento cultural, com a participação do professor doutor Divino José Pinto, da PUC Goiás, e da doutoranda Anna Rita Ludovico Ferreira Bromonschenkel, dois lançamentos de livros e duas palestras.
Historicamente, o PPGLet qualificou-se e consolidou-se como espaço de pesquisa sobre Literatura e Crítica Literária no Centro-Oeste, no Brasil e em outros países; e atende a uma crescente demanda regional e nacional no tocante ao estudo e à pesquisa das teorias estéticas sobre a obra de arte, em especial a literatura e a crítica literária, como procedimentos de leitura. As pesquisas contribuem para o desenvolvimento dos estudos de discentes que procuram responder aos anseios e às demandas postas por pesquisadores do estado, da região e do país.
A Jornada prosseguirá no auditório II da Área II da PUC Goiás, na terça-feira à noite, com abertura da XIX Colóquio de Crítica Literária de Tradução e Transcrição, momento cultural com Divino José e Wesley Neres, ambos da PUC Goiás, e duas mesas-redondas. Na quarta-feira, dia 28, à tarde, III Simpósio dos Conceitos Fundamentais da Literatura e Outras Artes na Contemporaneidade, com abertura, duas mesas-redondas e atividades culturais/exposições; e quinta-feira, dia 29, à tarde, o VI Colóquio de Ecocrítica da PUC Goiás, com duas partes: na primeira, “Juscelino Kubitschek: 50 anos de saudade”, organizada pela pós-doutoranda Lenora Barbo, com abertura, apresentação do documentário “Brasília – O alicerce goiano de um sonho brasileiro”, do cineasta Antônio Eustáquio da Silva (Taquinho), sarau e exibição do documentário “Retratos de uma era: As fotos raras de JK”, direção de Fábio Chateaubriand; e lançamento do livro ‘Juscelino Kubitschek: o médico”, de Fernando Araújo, e, na segunda parte, organizada pela professora Maria de Fátima Gonçalves Lima, duas mesas-redondas e “Diálogos Acadêmicos”, sobre a história da Academia Goiana de Letras, na Casa da Cultura dr. Altamiro de Moura Pacheco, encerrando o evento.
Lançamentos
Serão lançados dois livros.
O primeiro, pela Editora Minotauro, é a nova edição de “A Poesia da Literatura Brasileira – Do Barroco ao Modernismo”, da professora doutora Maria de Fátima Gonçalves Lima, que a lançou no dia 20 de setembro, na Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro. A primeira edição, de 2022, saiu pela Alta Books e recebeu o Prêmio Peregrino Júnior, da União Brasileira de Escritores, Rio de Janeiro.
A obra reúne textos sobre a poesia brasileira que ela publicou em jornais e que, posteriormente, foram ampliados para publicação em livros. Nessa coletânea apresenta análise sobre onze poetas, do Barroco ao Modernismo: Gregório de Matos, Tomaz Antônio Gonzaga, Gonçalves Dias, Álvares de Azevedo, Alphonsus Guimaraens, Augusto dos Anjos, Manuel Bandeira, Cecília Meireles, Drummond de Andrade, Mário Quintana e João Cabral de Melo Neto, publicados entre 1994 a 2009, no jornal “O Popular”, em seus Suplementos Literários ‘VestiLetras’ e ‘VestLivros’.
Graduada em Letras (1985) e Direito (1987), ambos pela Universidade Católica de Goiás, é Mestre em Literatura Brasileira pela Universidade Federal de Goiás (1992), Doutora em Letras (Área de Teoria da Literatura) pela Universidade Estadual Paulista ‘Júlio de Mesquita Filho’ (Unesp). Campus de São José do Rio Preto, SP (2004), e Pós-Doutora pela PUC do Rio (2009) e pela PUC São Paulo (2014). É docente na Graduação e Pós-Graduação do Curso de Letras da PUC Goiás, atuando especialmente em temáticas referentes a estudos sobre a linguagem do texto poético, poéticas do imaginário, ecocriticismo, Escritas contemporâneas, arte e performance. Coordena o PPGLet da PUC Goiás desde 2009.
No segundo livro, “Sob o sol da esperança”, Almir Luiz da Silva transformou a própria experiência de mais de 15 anos de enfrentamento ao câncer de pele em um trabalho de conscientização. A publicação reúne memórias do diagnóstico, dos tratamentos e das mudanças provocadas pela doença, com o objetivo de estimular a atenção aos sinais do corpo e a busca por atendimento profissional.
A trajetória começou com uma lesão na pele que, inicialmente, parecia isolada. Com o passar dos anos, vieram diagnósticos, cirurgias, enxertos, radioterapia, quimioterapia e imunoterapia. Em um dos procedimentos, Almir perdeu toda a narina direita e passou a conviver com curativos, cicatrizes e os efeitos físicos e emocionais de um tratamento prolongado.
No processo de enfrentar a doença, estabeleceu uma distinção que se tornou fundamental para sua forma de viver o diagnóstico. “Eu não queria que o câncer definisse quem eu era. Eu estava passando por uma doença, estava enfrentando um câncer, mas continuava sendo o Almir”, afirma. A frase “Eu não sou doente, estou doente” passou a expressar a tentativa de preservar sua identidade para além da condição clínica.
Ele também reconhece a presença da esposa, Patrícia, de familiares, médicos e amigos durante os períodos mais difíceis. Segundo ele, a experiência alterou sua relação com a própria saúde e tornou mais constante a atenção às mudanças do corpo. “Eu aprendi da maneira mais difícil que a nossa saúde não pode ser deixada para depois”, conta. A partir dessa percepção, passou a defender que feridas persistentes, pintas que mudam de cor, lesões que crescem e outras alterações sejam observadas com cuidado e avaliadas por um profissional de saúde.
