Muito se fala sobre crescimento econômico, mas um aspecto merece cada vez mais atenção: como fazer esse crescimento chegar às pessoas e fortalecer as comunidades onde elas vivem. É justamente nesse ponto que o cooperativismo de crédito demonstra sua relevância. Ao longo dos últimos anos, o modelo deixou de ser uma alternativa para se consolidar como um dos pilares do sistema financeiro brasileiro. Hoje, reúne mais de 19 milhões de associados, 753 cooperativas e um patrimônio superior a R$885 bilhões em ativos. Em apenas dez anos, o setor registrou crescimento de 575% em ativos e de 170% no número de associados, demonstrando que esse modelo cresce porque coloca as pessoas no centro das decisões.
Existe uma diferença importante entre uma cooperativa de crédito e uma instituição financeira tradicional. No cooperativismo, o associado também é dono do negócio. Isso significa que os resultados retornam para quem é associado e permanecem circulando na economia local, impulsionando empresas, produtores rurais, famílias e novos empreendedores.
Os impactos desse modelo já são percebidos em diferentes regiões do país. Um levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), e da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), mostra que municípios com cooperativas de crédito apresentam, em média, crescimento de 15,6% no PIB per capita e aumento de 10% na abertura de novos estabelecimentos comerciais.
Esse alcance ganha ainda mais significado quando observamos a capilaridade do cooperativismo de crédito no Brasil. O segmento está presente em 58% dos municípios brasileiros e é a única instituição financeira em 469 cidades, segundo o Banco Central. Em Goiás, por meio das cooperativas da Central Sicredi Brasil Central, somos a única instituição financeira em seis municípios.
Outro avanço importante está no fortalecimento do empreendedorismo feminino. Nos últimos anos, a instituição estruturou linhas específicas de financiamento e programas de apoio para mulheres empreendedoras, direcionando mais de R$ 15 bilhões por ano para essa agenda. Quando uma mulher fortalece seu negócio, os impactos positivos alcançam sua família, sua comunidade e toda a economia local.
No Sicredi, acreditamos que desenvolvimento sustentável se constrói dessa forma: com relacionamento próximo e participação. Com mais de 10 milhões de associados, presença em mais de 2,2 mil municípios, nossa atuação vai além dos serviços financeiros. Investimos em educação, desenvolvimento social, sustentabilidade e iniciativas que fortalecem as pessoas e as comunidades.
O cooperativismo mostra, todos os dias, que é possível conciliar solidez financeira com impacto social. Afinal, prosperidade não deve ser medida apenas pelos resultados econômicos, mas pela capacidade de gerar oportunidades, fortalecer negócios e melhorar a vida das pessoas. Esse é o verdadeiro diferencial: crescermos junto com a comunidade, compartilhando resultados e construindo um futuro mais sustentável para todos.
Cristieny Paiva é diretora de desenvolvimento da Central Sicredi Brasil Central