Carolina Pessoni
Goiânia – Montado em seu cavalo e voltado para o coração da cidade que idealizou, Pedro Ludovico Teixeira parece observar, do alto de seu monumento, o lugar onde a história de Goiânia começou. Instalada na Praça Doutor Pedro Ludovico Teixeira, popularmente conhecida como Praça Cívica, a escultura integra um dos mais importantes conjuntos históricos e arquitetônicos da capital desde 2010, reforçando a ligação entre o fundador e o marco zero da cidade.
Batizada oficialmente de “Resgate à Memória”, a obra foi concebida pela artista plástica Neusa Moraes no início da década de 1990, como parte das homenagens ao centenário de nascimento de Pedro Ludovico. No entanto, dificuldades para viabilizar sua execução fizeram com que o projeto permanecesse inacabado por quase duas décadas. A escultora morreu em fevereiro de 2004 sem ver o monumento instalado. Coube ao seu assistente, o artista Júlio Valente, concluir a peça e concretizar o projeto idealizado pela mestre.

(Foto: Rodrigo Obeid/A Redação)
Esculpida em gesso e posteriormente revestida em bronze, a escultura mede sete metros de altura, três metros de comprimento e 1,8 metro de largura, com peso aproximado de 2,5 toneladas. O revestimento foi executado por uma fundição especializada em Piracicaba (SP). Para chegar a Goiânia, o monumento precisou ser dividido em três partes e transportado por carreta. Já na capital, as peças foram novamente soldadas e fixadas ao pedestal em área autorizada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Quando foi inaugurada, em outubro de 2010, a estátua foi instalada no gramado lateral do Palácio Pedro Ludovico Teixeira, na confluência da Rua 82 com a Avenida 85. Com a requalificação da Praça Cívica, concluída em 2016 pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas, o monumento passou a ocupar uma posição de maior destaque no conjunto urbanístico da praça, ao lado da obra do artista plástico Siron Franco.

(Foto: Rodrigo Obeid/A Redação)
Antes da definição do local definitivo, chegou-se a cogitar que a escultura fosse instalada no Morro da Serrinha, ponto de onde, segundo a tradição histórica, Pedro Ludovico teria avistado pela primeira vez a área escolhida para a construção da nova capital. A proposta gerou debates e acabou sendo abandonada. A Praça Cívica, considerada o marco inicial de Goiânia, foi escolhida para receber o monumento de forma permanente.
A estudante universitária Luana Ferreira conta que, sempre que passa pela Praça Cívica, costuma observar os monumentos espalhados pelo espaço, especialmente a estátua de Pedro Ludovico. “Acho interessante a forma como ela retrata o fundador da cidade. A postura como ele foi colocado mostra uma pessoa com olhar para o futuro, que é como Pedro Ludovico pensava sobre Goiânia.”

(Foto: Rodrigo Obeid/A Redação)
Para ela, obras como essa deveriam ser mais conhecidas pelos próprios moradores. “Infelizmente a gente aprende muito pouco sobre essas figuras tão fundamentais para nossa história. Por isso gosto de saber sobre esses monumentos porque, por meio deles, acabo sabendo um pouco mais sobre Goiânia e Goiás”, destaca.
A artista por trás da homenagem
Sobrinha do arquiteto Jorge Félix de Souza (autor dos projetos da Igreja Imaculado Coração de Maria e do atual Instituto Federal Goiano), Neusa Moraes foi criada pelo tio após perder a mãe ainda na infância. Foi dentro de casa que nasceu seu interesse pelas artes.
Depois de conquistar uma bolsa de estudos em São Paulo, retornou a Goiânia e passou a integrar o corpo docente da Universidade Federal de Goiás (UFG). Ao longo da carreira, consolidou-se como um dos principais nomes das artes plásticas goianas, destacando-se pela versatilidade no uso de materiais como ferro, bronze, cerâmica, pedra-sabão, pau-brasil e mogno.

gostaria que trouxesse só conhecimento de todos os nome e o que significa o monumento da Al dos Buritis c/ Garcia Borges Teixeira, rua 26 centro.