Falo como empresário e cidadão goiano. Convivo todos os dias com o comércio, a indústria e os serviços do nosso Estado. Com o lojista que levanta cedo, com o industrial que carrega a folha, com o prestador de serviços que sustenta sua equipe. E começo por um reconhecimento que todo empresário urbano faz: a nossa economia nasce na porteira. O grão vira frete, vira armazém, vira agroindústria, vira crédito, vira consumo na loja. Quando a safra vai bem, o comércio sente no caixa. Quando a lavoura sofre, todos sofremos juntos. É por conhecer essa engrenagem que defendo Zé Mário Schreiner para vice de Daniel Vilela.
Nunca enxerguei campo e cidade como mundos separados. O setor produtivo goiano é uma cadeia única, e não um clube de empresários. É gente! É o vendedor, o operador de máquina, a técnica do laticínio. Cada elo sustenta uma família. Quando o setor cresce, quem cresce junto é o trabalhador goiano.
E há um capítulo que esquecemos de contar: Goiás não produz mais só para Goiás. Produzimos para o mundo. Cada contêiner que embarca leva emprego e renda que circulam no comércio, na indústria e nos serviços daqui. O comércio exterior virou realidade na vida do empresário goiano, e um Estado que quer crescer precisa de um governo que abra portas lá fora com a mesma energia com que apoia quem produz aqui dentro.
Esse setor já provou do que é feito. Atravessou crise fiscal, pandemia, juro alto, quebra de safra. Não pediu benesse. Reorganizou as contas, investiu, segurou o emprego e seguiu recolhendo os tributos que pagam escola, hospital e estrada. Goiás virou potência porque quem produz aqui não desiste. Essa vocação foi construída no associativismo, no trabalho de gerações que transformaram o cerrado em celeiro e o paiol em indústria.
Por isso digo, com leveza e convicção: quem produz precisa estar nos espaços de decisão. Dentro do projeto, e não como convidado eventual de fotografia e inauguração.
Não existe política eficiente para a economia real feita por quem nunca sentiu o peso de honrar, na dificuldade, uma folha de pagamento. Representação não é privilégio. É método de governo.
Há quem defenda, na chapa, o critério puramente técnico. Respeito, mas discordo. Competência é indispensável, e bom governo se faz com quadros preparados nas secretarias. Chapa, porém, é outra coisa. Chapa disputa voto. Um nome só técnico, por melhor que seja, não carrega eleitorado, não mobiliza base, não engaja um setor inteiro. Eleição não se vence na planilha. Se vence na rua, na feira, no balcão da loja, no chão da fábrica. Quem já acompanhou campanha sabe: vice que não agrega voto vira peso morto na urna.
E nenhum segmento mobiliza como o setor produtivo. É ele que enche uma feira, lota um congresso e articula apoio Estado afora. Mas essa energia nasce da confiança. O comércio, a indústria e os serviços caminham juntos quando enxergam no projeto alguém que fala a sua língua e dedicou a vida a fortalecer o empreendedor goiano. Esse nome não entra na chapa sozinho. Entra acompanhado de milhares de lideranças em cada vereda do chão goiano.
Goiás vive um momento de definição, aos que vão decidir, deixo a certeza: chapa forte é aquela em que o eleitor se enxerga.
Com Zé Mário, ele se reconhece. E o que se soma não é um nome. É força, voto e esperança no futuro.
Rubens Fileti é presidente Acieg