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Cuidar da mente dá sentido à nossa existência

15.01.2026 - 07:50:41
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Aprendemos desde pequenos a cuidar do corpo, do aspecto físico, e nem sempre da mente que, por sua vez, gere nossos sentimentos, pensamentos, sonhos, sofrimentos, nossas motivações de vida.

Os processos psíquicos permaneceram como algo secundário, no entanto, os estados mentais (pensamentos, emoções, memórias, desejos e medos) exercem impacto significativo sobre o “funcionamento” psicológico, relacional e adaptativo do ser humano.

O cuidado com a mente passa por aquilo que dá sentido à nossa existência e alimenta nossa alma. A atenção à saúde mental constitui um cuidado fundamental com a dimensão mais subjetiva e existencial da experiência humana. É o cuidar da alma, que passa por cuidar daquilo que nos constitui por dentro: nossas emoções, história, nossos valores, vínculos, nosso sentido de vida, nossas feridas e também nossas potências.

Pois, a forma como interpretamos o mundo interfere nas nossas emoções, escolhas, nos nossos relacionamentos e até no nosso corpo. Quando a mente está sobrecarregada, tudo pesa mais: o dia parece mais difícil, as relações mais frágeis, o futuro mais incerto.

Estar com a saúde mental em dia passa pela capacidade de lidar com as tensões da vida, de encontrar sentido nas experiências, de construir vínculos saudáveis e de atravessar dificuldades sem perder completamente o chão. Claro que não temos uma vida linear como uma estrada sem curvas ou buracos, afinal, isso é uma ilusão, bem como acreditar que seremos 100% felizes, o tempo todo.

Não se trata de nunca sofrer, pois isso é impossível e faz parte da condição humana. Mas, como lidamos com a dor quando ela aparece? Como o sofrimento tem cursado nossa vida?

Muitas pessoas convivem por muito tempo com sinais de sobrecarga emocional, sem perceber que isso também é um pedido de cuidado. Alguns deles são: cansaço constante, mesmo após descanso; irritabilidade frequente; dificuldade para dormir ou sono em excesso; falta de motivação ou prazer pelas coisas; preocupação constante, sensação de estar sempre tenso; vontade de se isolar; sensação de vazio ou tristeza persistente.

Ter alguns destes sinais não significa que tudo esteja mal, mas que algo precisa ser revisto. Muitas vezes, a rotina indefinida, muitos conflitos, um estilo de vida pouco saudável e até mesmo o que assistimos e consumimos em redes sociais pode prejudicar nossa saúde mental.

Às vezes, esses sinais também podem ser consequência de perdas, doenças, ou outras realidades sociais. Por isso, observe-se com sinceridade para perceber o que pode ser a causa desse mal estar emocional em sua vida.

Cuidar da mente não é apenas apagar incêndios emocionais, mas prevenir, compreender-se melhor, crescer e amadurecer.

Buscar ajuda de um psicólogo é importante, porque ele não olhará apenas um sintoma, um diagnóstico ou uma doença. O psicólogo cuidará da pessoa, ou seja, das histórias, de dores, de conflitos internos, de transições de vida, de perdas e de reconstruções. Conversar com um profissional é aprender a olhar para si com mais clareza, entender seus padrões, suas reações, suas necessidades. É criar um espaço seguro para ser quem se é, sem máscaras e sem julgamento.

Algumas atitudes simples ajudam a sustentar a saúde mental: dormir melhor, com menor exposição às telas, e horário predefinido; ter momentos de descanso e lazer (coisas simples, agradáveis), que incluem também algum momento de silêncio pessoal; cuidar do corpo com movimento e alimentação mais saudável e menos industrializada; manter bons relacionamentos; permitir-se sentir e expressar emoções; relacionar-se melhor com sua espiritualidade, o que dá um sentido superior ao que se é. Aliás, como estão suas práticas espirituais? Tem parado para agradecer ao milagre diário que é a vida?

Cuidar da mente é cuidar do modo como você vive sua própria vida, olhando com mais amor e respeito para você, o que traz maior sentido ao que somos e como vivemos!

*Elaine Ribeiro é psicóloga clínica e organizacional e colaboradora da Comunidade Canção Nova.
Instagram: @elaineribeiro_psicologa

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por Elaine Ribeiro

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