Adriana Marinelli
Goiânia – Iniciado na manhã desta terça-feira (8/11), o segundo dia do julgamento do caso do assassinato do cronista Valério Luiz prevê oitivas de quatro testemunhas de defesa e também dos réus. O júri é realizado no plenário do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), no Setor Oeste, em Goiânia.
O julgamento foi iniciado na segunda-feira (7/11) após quatro adiamentos. A sessão começou com as falas de cinco testemunhas de acusação, incluindo um ex-colega de trabalho de Valério Luiz e o delegado Helyton Carvalho, responsável pelas investigações do crime registrado em julho de 2012. As oitivas do primeiro dia terminaram por volta das 21h.
Dos 5 réus, 4 acompanham o júri presencialmente: o empresário Maurício Sampaio, tido como mandante do crime; Ademá Figueredo Aguiar Filho, sargento da Polícia Militar e suposto atirador; Djalma Gomes da Silva e Urbano de Carvalho Malta, apontados como articuladores. Apenas Marcus Vinícius Pereira Xavier, também apontado como participante do crime, não acompanha presencialmente. Ele vive atualmente em Portugal e é representado no júri por seu advogado.
Adiamentos
O julgamento do caso foi adiado pela primeira vez em junho de 2020, por causa da pandemia de covid-19. Depois, em março deste ano, quando o advogado de Maurício Sampaio deixou a defesa às vésperas. Já em maio, a nova defesa do acusado de ser o mandante do crime deixou o plenário por alegar imparcialidade do juiz.
O júri havia finalmente iniciado no dia 13 de junho, mas foi novamente adiado para 5 de dezembro porque um dos membros do conselho de sentença passou mal e saiu do hotel onde mantinha o isolamento durante o julgamento. Posteriormente, o juiz antecipou a data para 7 de novembro, pois no dia 5 de dezembro poderá ter jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo.
O caso
De acordo com a denúncia do Ministério Público, no dia 5 de julho de 2012, por volta das 14h, o cronista esportivo Valério Luiz de Oliveira foi baleado com cinco tiros dentro do seu carro, quando saía da emissora de rádio que trabalhava, no Setor Serrinha, em Goiânia. O crime teria sido motivado por comentários negativos feitos por Valério Luiz em relação a Sampaio, então vice-presidente do Atlético-GO.
O oferecimento da denúncia foi feito no dia 27 de fevereiro de 2013 e apenas três dias depois a justiça aceitou o caso. Maurício Sampaio, Urbano de Carvalho Malta, Marcos Vinícius Pereira, Djalma Gomes da Silva e Ademá Figueiredo Aguiar Silva foram pronunciados em agosto de 2014.