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Principais vacinas e reações em bebês

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02.08.2022 - 11:19:36

Ao nascer, o bebê tem poucas defesas para combater infecções e as vacinas são muito importantes, pois ajudam a estimular o sistema de proteção do organismo. Com isso, diminui o risco de a criança ficar doente, já que ela passa a ter menos chances de adquirir infecções severas as quais afetariam seu neurodesenvolvimento.
 
A vacinação infantil protege de inúmeras doenças e faz parte dos cuidados básicos. Durante o primeiro ano, o bebê tomará mais vacinas do que ao longo de toda a sua vida. Historicamente, esta medida demonstrou ser a mais eficaz para reduzir a mortalidade. Entretanto, alguns podem apresentar reações adversas, mas que costumam ter pouca intensidade e permanecem por um curto período de tempo.
 
Ao nascer, em 15 dias, deve-se tomar a BCG em dose única. Ela pode resultar em efeitos que podem ser locais e regionais, como úlcera local, uma ferida que pode demorar para cicatrizar e ter a presença de linfadenopatia regional (gânglios). A BCG quase sempre deixa uma cicatriz característica no local em que foi aplicada.
 
A vacina da Hepatite B deve ser aplicada ao nascer, aos 2 e aos 6 meses de vida. Suas reações mais comuns são dor, enduração local, febre nas primeiras 24 horas, fadiga, irritabilidade e desconforto gastrointestinal leve. Raramente ocorrem reações alérgicas graves. Na tríplice bacteriana, aplicada com 2, 4 e 6 meses, pode ocorrer febre baixa a moderada, irritabilidade, vermelhidão, dor e inchaço no local da aplicação.
 
Com 2, 4 e 6 meses, o bebê deve tomar a vacina contra a Haemophilus influenzae tipo B (HiB). Ela é dada em uma vacina combinada, a pentavalente. Sua aplicação pode levar aos mesmos efeitos colaterais da tríplice bacteriana, febre de até 39 graus e desconforto no local da aplicação. Com o mesmo tempo de vida, o bebê deve tomar a do Rotavírus. Essa pode trazer os mesmos sintomas da vacina da poliomielite. Também pode levar a febre, fraqueza, irritabilidade, perda de apetite e vômitos.
 
A Poliomielite é aplicada com 2, 4 e 6 meses. Nesse caso pode ser o vírus atenuado, oral, e a VIP, de vírus inativo, injetável. Na injetável pode ocorrer vermelhidão, endurecimento e dor no local da aplicação e raramente febre moderada. Já a vacina oral, em geral, é bem tolerada, mas há chances do bebê ter reações alérgicas, como urticária e erupções na pele com coceira. A Pneumocócica conjugada deve ser aplicada com 2, 4, 6 e 12 meses. Pode causar dor, edema, vermelhidão, nódulo no local da injeção e irritabilidade.
 
Aos 3, 5, 7 e 12 meses são aplicadas as vacinas antimeningocócicas. Na meningocócica conjugada as reações são edema, endurecimento, dor e vermelhidão no local; perda de apetite, irritabilidade, sonolência, febre e dor muscular. Na meningocócica B, as reações mais comuns são sensibilidade e eritema no local, febre e irritabilidade. As reações mais incomuns a essas vacinas são as de caráter neurológico, já a Síndrome de Guillain-Barré, neuropatias e crises convulsivas são ocorrências raras. Outros efeitos que podem acontecer são choro inconsolável, convulsões febris e anafilaxia. Caso tenha alguma dúvida, procure o pediatra da criança.
 
Para prevenir ou amenizar as reações faça compressa gelada na região por 5 minutos, 3 vezes ao dia, no dia da aplicação da vacina. Não faça massagem nem comprima a região da aplicação e hidrate o bebê.
 
Lembre-se que por mais desconfortável que possa parecer, as reações são passageiras. A não vacinação pode resultar em doenças com consequências irreversíveis para a criança, inclusive graves sequelas neurológicas e problemas permanentes de locomoção e deficiências diversas. É um direito da criança ser vacinada. E vacinar também é um ato de amor. Vacinem seus filhos!
 
*Dr. Clay Brites é pediatra e neurologista infantil (Pediatrician and Child Neurologist); doutor em Ciências Médicas/Unicamp (PhD on Medical Science); membro da ABENEPI-PR e SBP (Titular Member of Pediatric Brazilian Society); integrante e palestrante do Instituto Neurosaber.

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por Dr. Clay Brites

*Mônica Parreira é repórter do jornal A Redação

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