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Saúde mental preocupa setor produtivo de Goiás

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26.07.2022 - 15:22:29
Após o fim do período mais grave da pandemia de covid-19, ficaram mais evidentes os resquícios dos problemas sociais, econômicos e psicológicos causados pelas alterações que os indivíduos sofreram em seu dia a dia. E o setor produtivo tem sentido o impacto do aumento dos deprimidos e ansiosos. 
 
O aumento da ansiedade e da depressão tem ligação direta com a pandemia, já que a covid-19 causa alterações no sistema nervoso central. Além das sequelas, o luto pela perda de pessoas próximas, assim como os desafios econômicos e sociais pelos quais os indivíduos passaram durante esse período. Esses fatores também impactaram no aumento de casos de suicídio. 
 
O total de óbitos no País por lesões autoprovocadas dobrou de cerca de sete para 14 mil nos últimos 20 anos, segundo o Datasus, sem considerar a subnotificação. Isso equivale a mais de um óbito por hora, superando as mortes em acidentes de moto ou por HIV. Neste passado recente, as pessoas foram submetidas a um estresse de forma direta ou não, e agora, com o país propondo um modelo de "novo normal" com uma  retomada econômica sustentável, as políticas de recursos humanos vem sendo induzidas a rever e evidência conceitos mais práticos para lidar com os riscos psicossociais nos ambientes de trabalho.
 
Muitas profissões sofreram algum tipo de interferência e estão tendo que se readaptar e se consolidar. As pessoas estão voltando para o mercado de trabalho, se propondo novas formas de trabalho, e se colocando de forma sustentável na sociedade. Mas nos preocupa bastante a quantidade de suicídios e aumentos dos casos de depressão e ansiedade e a importância desse tema ser efetivamente tratado pelas empresas. 
 
Estresse e esgotamento mental no trabalho

Um estudo conduzido pelo Instituto Habiens de Neurociência e Comportamento, em parceria com a Acieg, sobre a percepção de líderes, gestores e demais trabalhadores do setor produtivo do Estado de Goiás, avalia o estresse e o esgotamento mental no trabalho e como isso impacta a produtividade e qualidade de vida dos trabalhadores no cenário atual. 

 
Participaram do estudo líderes gestores, trabalhadores de várias áreas de atuação. Destes, 89,9% atuam no setor privado e 8,8% no setor público.
 
Sobre a abordagem do tema dentro da empresa: 48,6% apontam que há estresse, mas não é abordado de forma clara. 26,4% apontaram que há estresse, abordam com algumas ações pontuais, mas não conseguem mensurar os resultados disso na prática. 6,8 % têm programas específicos, mas não conseguem mensurar os níveis de estresse e os impactos disso no trabalho.E quando foi perguntado se o coronavírus mudou a forma como o tema estresse é abordado dentro da empresa: 43,9% dos trabalhadores disseram que houve mudança na forma de lidar com o tema. 20% responderam que nada mudou e 28,4% pontuaram que se fala pouco, na prática não houve mudança.
 
*Leonardo Moreira é empresário do setor de serviços, professor mestre em Gestão Estratégica de Recursos Humanos, Especialista em Gestão Financeira e Controladoria, vice presidente do Sindicato das Empresas de Asseio, Conservação e serviços terceirizáveis de Goiás – SEAC (GO) e presidente do Conselho Setorial de Serviços da Acieg.
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por Leonardo Moreira

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