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Você respira bem?

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10.06.2022 - 12:16:28
 
Estamos caminhando para o fim da Semana Mundial da Alergia de 2022, cuja data de encerramento está marcada para este sábado (11/6). O lema “Respire melhor” nos remete a um ato instintivo, cotidiano, que tantas vezes passa despercebido e que é absolutamente vital. Para cerca de um terço da população brasileira, respirar bem não é tão simples. Estima-se que 20 milhões de brasileiros tenham asma e que 30% da população, rinite alérgica. Mais de 80% dos pacientes com asma têm rinite e até 40% dos pacientes com rinite têm asma. Isso nos sugere o conceito de via aérea única: o que afeta o nariz pode afetar toda a árvore respiratória.
 
Muitas pessoas ainda apresentam preconceito contra o nome “asma”, por acharem que são apenas quadros graves, com sintomas que levam a algum atendimento de emergência. Isso faz com que menosprezem manifestações mais leves, referindo ter apenas uma crise de chiado ou de bronquite. Por não procurarem tratamento específico, apresentam quadros recorrentes.
 
A asma não é apenas a crise de falta de ar com chiado, mas uma doença determinada por uma inflamação pulmonar crônica com diferentes sintomas. Tosse aos esforços, tosse noturna recorrente, sensação de aperto no peito, despertar na madrugada por tosse ou falta de ar, tosse que melhora com bombinhas ou uso de corticóides, tosse ao choro e ao riso (especialmente nas crianças) são sinais de alerta, mesmo que não ocorram em crises.
 
Precisamos abordar mais esse assunto, pois a asma não se trata apenas com bombinhas que fazem mal ao coração. Isso é mito. Assim como para todas as outras doenças, esse tratamento avançou muito nas últimas duas décadas. Hoje é possível obter controle adequado com diversas medicações, adaptáveis à gravidade de cada caso. É importante, porém, compreender que não se pode prometer cura. A asma é uma doença crônica que entra em remissão, às vezes por décadas, mas a “receita de bolo” para inflamar o pulmão fica registrada no organismo e pode ser resgatada a qualquer momento da vida, mesmo na velhice.
 
Para a maior parte dos pacientes, é possível fazer uma conexão entre a asma e alergias. O controle adequado destas pode melhorar a qualidade de vida do asmático. E esse controle começa pelo ambiente em que se vive, especialmente onde dorme. Identificar aquilo que determina mais alergia é fundamental para que os esforços sejam direcionados no sentido correto. Alérgenos com ácaros da poeira doméstica, pelos de animais e fungos (mofo) são os mais comuns. Cuidados ambientais são hábitos que devem ser incorporados à rotina do alérgico.
 
Procure atendimento médico especializado, caso tenha se identificado nestas linhas. Inspire, expire, respire melhor.
 
*Germana Pimentel é presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia – regional Goiás (Asbai-GO)
 
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por Germana Pimentel

*Mônica Parreira é repórter do jornal A Redação

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