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Pequenos negócios em destaque

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22.12.2021 - 16:06:20

Segundo pesquisa realizada pelo Sebrae, no 3º trimestre de 2021, 85% das empresas estão operando (o maior índice de funcionamento de 2021), sendo que 26% da mesma forma que antes da crise, 59% estão funcionando com mudanças por causa da crise, 9% interromperam temporariamente e 6% decidiram fechar a empresa de vez. 
 
Vejamos quem são as três principais atividades em cada categoria. Nos setores que estão funcionando da mesma forma que antes da crise: oficinas e peças de auto (40%), indústria-outros (37%) e saúde (36%). Os que funcionam com mudanças: academias e atividades físicas (73%), educação (71%) e beleza (70%). Já os que interromperam temporariamente: economia criativa (31%), artesanato (23%) e turismo (21%). 
 
Interessante observar ainda nessa pesquisa que a proporção de empresas com queda no faturamento reduziu ao menor patamar da série histórica. E isso é um indicador que sinaliza o início da retomada econômica. Não obstante, 71% das empresas apresentaram queda no faturamento em relação ao período anterior à pandemia. No entanto, já foi possível identificar que 12% tiveram aumento no faturamento. 
 
Já os dados do Caged apontam que 83% dos empregos de Goiás, gerados em 2021, foram pelos pequenos negócios, índice que supera o percentual nacional que é de 79%. As MPEs geraram 88.477 empregos formais, de janeiro a outubro de 2021. Isso representa 55% da massa salarial do Estado, nada menos que 61% da força de trabalho estão nos pequenos negócios e gera 35,5% do PIB estadual (FGV Projetos). 
 
Esses dados ratificam e reafirmam a ideia de se buscar todas as formas para ajudar o pequeno negócio a vencer esse momento de dificuldades. Uma ação importante nessa direção é estimular e incentivar os consumidores a priorizar as suas compras nos pequenos negócios de sua rua, bairro e cidade. 
 
Mas outras ações também devem ser implementadas. Paralelamente a isso, o Sebrae aponta rumos e traça cenários para que as MPEs possam desenvolver os seus negócios, identificando as novas demandas dos consumidores, orientando quanto a necessidade de ter presença ativa no mundo digital e criando novos modelos de negócios, como serviços por assinatura, delivery, teles serviços, entre outros. 
 
Também é importante ter presente a chamada economia da sustentabilidade, que aponta para uma preocupação da sociedade em se alinhar com as novas conformidades ambientais. É necessário estar atento às novas discussões e ideias provenientes dessa temática, buscando se adequar às novas legislações. Enfim, esta preocupação estourou a bolha dos pequenos nichos ativistas. 
 
Para solucionar as dificuldades vivenciadas por todos nós ao longo dos últimos meses, precisamos avançar e retomar o quanto antes a nossa capacidade de desenvolvimento, atacando questões centrais como o desemprego, a fome e a desigualdade social. O Sebrae tem se empenhado ao máximo em demonstrar um novo olhar ao potencial dos pequenos negócios como forma segura de contribuir para superar esse momento de desafios e retomar a marcha do crescimento econômico que o país e o estado tanto necessitam. 
 
*Antônio Carlos de Souza Lima Neto é superintendente do Sebrae Goiás
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por Antônio Carlos De Souza Lima Neto

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