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Sin perder la ternura jamás

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09.04.2012 - 12:25:34

Estamos vivendo uma época com novos modelos de comportamento. As mulheres foram à luta, estão totalmente inseridas no mercado de trabalho, são competentes, conquistaram postos de chefia, ganham cada vez mais. Muitas têm salários muito mais altos que os maridos e são chefes de família.

Dentro desse novo modelo de família, ela ainda acumula as responsabilidades da casa como levar os filhos na escola, pensar no cardápio do almoço, ensinar a funcionária como arrumar a casa, ajudar o caçula com a tarefa, fazer o supermercado.

Ao nosso lado, os maridos ajudam à medida que podem (e que as mulheres permitem), tentando se encaixar nesse novo modelo de homem, o participativo. Aquele que divide as tarefas de casa, ajuda ativamente na criação dos filhos e se envolve n as questões referentes ao lar.

Ainda assim, reclamamos o tempo inteiro que os maridos não ajudam ou ajudam menos do que gostaríamos. Mas será que damos espaço para eles? Será que estamos deixando nossos maridos agirem como maridos ou estamos também pegando para nós o papel masculino?

Tenho a impressão que as mulheres estão se transformando em verdadeiros tratores.  Queremos tudo para agora e se o tempo ou a maneira for diferente da nossa, vamos lá e fazemos. Saímos atropelando quem está na nossa frente, passando por cima, porque não temos paciência de esperar um pouco mais ou simplesmente porque achamos que do nosso jeito é melhor.

Esse comportamento nos cobra um preço alto, o desequilíbrio da relação. De um lado mulheres exaustas e irritadas, do outro, homens perdidos, sem saber como se encaixar nesse novo contexto.

Somos seres diferentes e complementares, homens e mulheres. A inversão de papéis ou pelos menos a mistura deles está criando uma insatisfação gigante nas relações. Talvez seja a hora da gente resgatar nosso lado mulherzinha para que os maridos possam, de fato, tomar o posto de homens da relação.

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por Bia Tahan

*Jornalista

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