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Desejo de Matar

04.06.2018 - 10:19:40
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Goiânia – Quando Desejo de Matar (1974) estreou, houve um choque pela crueza com que a violência era tratada. Era um período em que havia uma transição do cinema clássico para a Nova Hollywood, movimento em que a violência irrompia a cada novo filme. O sucesso do filme rendeu quatro sequências e um remake lançado em 2018 dirigido por Eli Roth. A premissa da obra em questão se inicia com um evento trágico que deflagra uma ruptura de um comportamento tranquilo quando três assaltantes impiedosamente invadem a casa de Paul Kersey (Bruce Willis), um médico dedicado, e matam sua mulher deixando sua filha em coma. 
 
Da culpa à busca por vingança, uma transformação gradual se alastra à medida que o sentimento de impotência por parte da polícia se aflora e o faz ir atrás dos culpados. Para tanto, opta por pegar uma arma e aprender a manuseá-la com o subsídio da internet. Eli Roth dirige o remake com habilidade e faz jus à versão original, ainda que não seja um grande filme, é um filme que vale a pena ser visto. Características intrínsecas ao diretor são notadas como o uso da violência gráfica pincelada com tintas fortíssimas. 
 
Em 2017 Martin Campbell lançou O Estrangeiro, cujo o enfoque remete ao filme de Eli Roth, quando o personagem de Jackie Chan, após perder sua filha, decide-se investigar e realizar justiça com as próprias mãos. Duas gratas surpresas. Dois anos após a primeira versão de Desejo de Matar, Martin Scorsese assina Táxi Driver, sua primeira obra-prima, e que versa sobre as transformações de Travis Bickle, em uma magistral atuação de Robert de Niro, um personagem que resolve promover uma limpeza nas ruas fétidas da cidade.
 
Paul Kersey segue a linha de Travis e parte numa jornada transitando pela noite eliminando quaisquer bandidos que cruzam seu caminho. O enredo é burilado de modo competente por Carnahan, que modernizou o original inserindo novos elementos. Por trás de toda a violência encenada por Eli Roth há uma crônica mordaz que trata da banalização da violência por meio de uma crítica tecida em que é demonstrado o quão facilmente se é adquirida uma arma na América. 
 
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por Declieux Crispim

*Declieux Crispim é jornalista, cinéfilo inveterado, apreciador de música de qualidade e tudo o que se relaciona à arte.

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