A Redação
Goiânia – Servidores do Instituto de Ciências Biológicas (ICB), unidade da Universidade Federal de Goiás (UFG) ameaçam não começar as aulas do ano letivo de 2018 caso não seja revogada a portaria que reduziu, no final do ano passado, a insalubridade de 20% para 10%.
A decisão foi tomada após reunião do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg), na última quarta-feira (24/1). Durante a reunião, segundo o Adufg, mais de 40 professores relataram as preocupações com as condições de trabalho e a indignação com a portaria da universidade que reduziu a insalubridade, sem sequer aviso prévio.
O sindicato justifica que a portaria de 27 de dezembro de 2017 contraria a decisão do Conselho Universitário (Consuni), órgão máximo da entidade.
“O sindicato está agindo juridicamente e politicamente para resolver a situação do ICB com a máxima urgência”, afirma o presidente do Adufg, Flávio Alves da Silva. O sindicato já encaminhou no dia 24 de janeiro ofício ao reitor Edward Madureira exigindo a revogação imediata da portaria como um dos primeiros atos de sua terceira gestão. Além disso, exige o cumprimento pelo Departamento de Pessoal da UFG do que foi amplamente discutido no Consuni, bem como a reparação do equívoco da decisão tomada pela gestão anterior que cortou a insalubridade dos docentes do ICB e da Regional Jataí, que tiveram tais modificações realizadas em momentos anteriores.