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As marcas de Francisco

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15.12.2016 - 16:20:42

 
Nas primeiras semanas de março de 2013, os olhos do mundo se voltavam para a Praça de São Pedro, em Roma, para a chaminé, de onde sairia a fumaça branca anunciando o novo papa.
 
No dia 13 daquele mês, se ouviu “Habemus Papam”, a frase que confirmava ao povo cristão: “Temos um papa”.
 
Nascido em Buenos Aires, no dia 17 de dezembro de 1936, o Cardeal Jorge Mario Bergoglio foi eleito papa no segundo dia do conclave. O primeiro papa latino-americano! Homem conhecido por todos em seu país, como uma pessoa de hábitos simples e de grande amor pelos pobres.
 
Suas primeiras palavras foram um pedido: Orem por mim! Naquele momento, todas as pessoas de todas as religiões começavam um caminho de descoberta deste homem de grande carisma.
 
Ao escolher o nome Francisco, lembrou que no exato momento que a votação começava a dar sinais de que seria eleito Papa, Cardeal Dom Cláudio Hummes, seu amigo brasileiro, lhe disse: “Não se esqueça dos pobres”. Ele guardou a palavra para si e escolheu o nome Francisco. Disse à imprensa ao falar de sua escolha que queria uma “Igreja pobre e para os pobres!”.
 
Atitudes que dizem mais do que as palavras! Um papa tão “próximo”  das pessoas, cujo segredo para manter a energia aos 80 anos está, segundo ele mesmo, em rezar e depois dormir bem, como uma pedra.
 
Um homem de bom humor – quantas vezes o vemos dando aquelas gargalhadas,aproximando jovens, as crianças que não querem sair do lado dele.
 
Em uma entrevista, afirmou que às vezes pode ficar cansado, mas nunca estressado ou deprimido: "O senso de humor é uma graça que peço todos os dias. [Ele] te alivia, te faz ver o provisório da vida e lidar com as coisas com um espírito de alma redimida, é uma atividade humana, mas é a mais próxima de Deus".
 
Um papa que também chora com a dor dos povos sofridos, e sempre pede para orar por eles, assim como pelas autoridades mundiais, para que tomem providências em relação a todas as situações de exclusão, de guerras, os que sofrem com a imigração – e morrem nas péssimas condições de viagens atravessando mares revoltos. O vemos também acolhendo em sua residência esses imigrantes, mostrando que é possível construir um mundo melhor se cada um fizer a sua parte.
 
O papa argentino tem horror à " falsa admiração de bajuladores". Para Francisco, bajular o outro é usar uma pessoa para um fim, escondido ou aparente, para obter alguma coisa para si mesmo, e por isso é indigno.
 
Em julho deste ano, na Vigília da Jornada Mundial da Juventude, falou: “Queridos jovens, não viemos ao mundo para ‘vegetar’, para transcorrer comodamente os dias, para fazer da vida um sofá que nos adormeça; pelo contrário, viemos com outra finalidade, para deixar uma marca. É muito triste passar pela vida sem deixar uma marca”.
 
Depois, no mês de outubro, disse às famílias: “A vida tem muitas fadigas. No entanto, o que mais pesa na vida é a falta de amor”. “Pesa não receber um sorriso, não ser acolhido, pesa um certo silêncio… Sem amor a fadiga torna-se mais pesada, intolerável”.
 
Em seu mais recente documento pontifício, intitulado “A não-violência: estilo de uma política para a paz”, Papa Francisco divulgou a mensagem para o Dia Mundial da Paz 2017, 1º de janeiro. Nela Francisco defende que a “não-violência” deve ser o caminho para resolver as atuais crises político-militares, apelando à abolição das armas nucleares.
 
Dia 17 de dezembro se aproxima, e Francisco completará 80 anos. Um senhor que poderia gozar de um descanso, permanece bem ativo na missão que recebeu e, assim, segue fazendo a diferença nos dias de hoje.
 

*Paula Guimarães é missionária da Comunidade Canção Nova, jornalista, administradora, apresentadora da TV Canção Nova, aluna do curso de mestrado em Comunicação e Semiótica e pesquisadora no grupo de Processos de Criação nas Mídias, pela PUC-SP.
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por Paula Guimarães

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