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Um continente diferenciado

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24.01.2012 - 17:23:00

 
Recentemente tive a oportunidade de conhecer a Europa, ou melhor, parte dela. Conheci Milão, Ibiza e Madri. Como não tinha muito conhecimento sobre a cultura europeia, fiquei encantada pelo continente. As novidades tecnológicas, da moda, culturais, a educação das pessoas e a segurança dos países me fizeram voltar ao Brasil cheia de vontade de ir novamente, o quanto antes.
 
Em Milão, entendi o que realmente é moda. Pelo menos já não me considero tão leiga no assunto como antes. As novidades chegam lá antes de chegar em qualquer outro país. Diversas grifes, marcas e estilistas famosos estão em Milão. E na Itália, eles se vestem de forma a mostrar a moda ao mundo. Nos cafés mais interessantes, as pessoas curtem o tempo frio sob um leve sol nos fins de tarde como se estivessem indo prestigiar algum lançamento de grife. Os italianos, em geral, são muito elegantes. E ali passamos a entender o motivo de tanta inspiração.
 
Em Ibiza há gente do mundo inteiro. Em território espanhol, os turistas andam de forma mais cool, mais despojados. Todos vão curtir as maravilhosas e paradisíacas praias. Uma forma mais liberal de ver e encarar a vida. Dos mais velhos aos mais jovens, todos querem viver e curtir muito em festas e nas praias.  
 
Em Madri, uma das grandes capitais do mundo, presenciamos um cotidiano cheio de tradições. As pessoas se respeitam, se cumprimentam, respeitam horários, têm um cardápio diferenciado e o principal, que percebi em toda Europa: o sim significa sim e o não realmente significa não. Não tem jeitinho brasileiro. Lá, se você ouvir um não, o melhor a fazer é respeitar e não tentar negociar ou dar o famoso “jeitinho’’. 
 
Em um momento de deslumbre em uma das vitrines da Fuencarral, em Madri, no dia de voltar ao Brasil, fui furtada. Por um descuido, minha bolsa foi levada com tudo sem que eu percebesse. Precisei passar o fim de semana naquele país para poder pegar uma autorização para voltar ao Brasil. Me surpreendi com a preocupação das pessoas em me ajudar e resolver tudo. Meu espanhol, que não é tão perfeito, naquela situação, funcionou. Tive a polícia ao meu lado cuidando de bloquear meus cartões, celulares e tudo mais. Um atendimento brilhante e exemplar de segurança pública. Na semana seguinte consegui voltar surpreendida com a agilidade e excelência no serviço público europeu.
 
Mesmo assim, das viagens internacionais que fiz, como República Dominicana (Caribe), Buenos Aires e essa pela Europa, digo que ainda tenho muito o que viajar, mas quero voltar à Europa e conhecer mais a sua cultura e suas tradições. As belezas naturais, a cultura e a tradição desse povo europeu é algo apaixonante e delicioso de viver!
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por Lucilene Caetano

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