Goiânia – Podem me chamar de saudosista, mas sinto falta de quando comer glúten não representava uma ameaça à paz mundial.
Tô falando do glúten, mas nem vou lembrar de quando a gente ainda podia fumar – cigarro – na nossa própria casa. Poderia ser apedrejada tal qual Joana D´Arc. Bons tempos aqueles em que Antonio Fagundes tomava uísque e fumava na sala de reunião da TCA, na novela Vale Tudo. Grande Ivan Meirelles.
Mas voltemos ao glúten. Atualmente comer macarrão e pão virou, praticamente, um crime. Até na Itália vi menus com os dizeres: glúten free. Hein? Se isso não é o mundo globalizado na chatura, o que será?
De repente, aquele pãozinho com manteiga virou o inimigo número um da humanidade. Depois do PT, é claro.
E para substituir um singelo pãozinho francês, dá-lhe massa de arroz, de linhaça, de casca de banana e outros alimentos da moda, tipo batata doce ou whey. Sempre com postagem no instagram, afinal do que adianta virar a madre Tereza de Calcutá do glúten free sem mostrar pros seus 5.267 seguidores?
Mas sinceramente, sejamos honestos. Alguém em sã consciência realmente acredita mesmo que uma gororoba de biomassa possa substituir à altura um lindo, crocante e cheio de glúten pãozinho francês? E com manteiga?
#prontofalei
Tenho muitos defeitos. Sou a primeira a admitir. E o primeiro deles é não saber exatamente o que é glúten. Aliás, quem liga pra isso diante de um prato de carbonara fumegante?
Que, além de glúten, (blasfêmia das blasfêmias!) tem bacon e ovo.
Eu sei. Vou diretinho pro inferno.
Mas vou feliz.