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Vinho, quanto mais velho melhor?

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16.07.2012 - 19:36:22

Existem vários fatores que influenciam o tempo de guarda de um vinho – a uva (Cabernet Sauvignon geralmente tem mais potencial de envelhecimento do que Syrah ou Pinot Noir, por exemplo), o método de produção e também preferências pessoais, já que à medida que um vinho envelhece, ele ganha complexidade, mas perde os aromas frutados e os taninos ficam mais suaves.

Para quem pretende envelhecer vinhos em casa, ter uma adega climatizada é imprescindível. Mas saiba que os brancos, com raras exceções, e espumantes devem ser bebidos jovens, assim como qualquer vinho fechado com rolha sintética. Aqueles lacrados com tampa de rosca, sejam brancos ou tintos, não se beneficiam da guarda, então também é recomendável bebê-los logo.

A verdade é que a grande maioria dos vinhos produzida no mundo hoje é feita para ser consumida jovem, a partir de quando chega ao mercado e até os três anos seguintes. Em geral, apenas vinhos mais caros são projetados para realmente se beneficiar do envelhecimento, mas ainda sim não estamos falando em décadas de guarda. O mais provável é que esses vinhos, em boas condições de armazenamento, vão atingir seu ápice em cinco a dez anos e depois entrarão em decadência. São raros os vinhos que continuarão melhorando após vinte ou trinta anos e todos custam pequenas fortunas.

Um branco para beber hoje: Colomé Torrontés 2011. A uva Torrontés encontrou sua melhor expressão na Argentina, onde dá origem a vinhos vivos e intensamente aromáticos. Feito na região de Salta, o Colomé é um excelente exemplar dessa casta. No nariz, destacam-se notas de flores, frutas cítricas e especiarias. Na boca, tem agradável toque mineral. R$48 no site www.decanter.com.br.
Um tinto para beber hoje: Barista Pinotage 2010. De um cruzamento entre as cepas Cinsaut e Pinot Noir surgiu a Pinotage, uva típica da África do Sul. O Barista faz justiça ao nome, apresentando delicioso aroma de café, além de ameixas, chocolate e um toque de fumaça característico dos vinhos de Pinotage. R$62,68 no site www.mistral.com.br.

Um branco para guardar: Luis Pato Vinha Formal 2009. A típica casta portuguesa Bical dá origem a esse surpreendente vinho feito na região da Bairrada. Estruturado e elegante, tem rico perfume de baunilha e lima, além de intrigantes notas de anis, cravo e outras especiarias. Pode-se tranquilamente esperar dez anos para bebê-lo. R$135,12 no site www.mistral.com.br.
Um tinto para guardar: Prado Rey Elite 2005. De acordo com a vinícola, pode ser guardado por quinze anos, mas beba com dez para encontrá-lo no auge. Esse vinho espanhol, da Ribera del Duero, é amadurecido por vinte meses em barricas de carvalho russo e francês. Tem bouquet extremamente complexo – com notas balsâmicas e minerais, além de couro, cereja, frutas em compota, lavanda, pimenta do reino e um saboroso tostado – e final de boca duradouro. Vai estar tânico e rústico, com certa aspereza, se bebido muito cedo. R$267,55 no site www.decanter.com.br.

Em Goiânia, os vinhos da Mistral você encontra no Empório Sírio-Libanês e na Maison des Caves, e os da Decanter, no Empório Piquira’s. Dúvidas sobre o maravilhoso mundo dos vinhos? Mande sua pergunta pelo Twitter: @Letticiae ou email: [email protected]

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por Letticiae Bittencourt

*Letticiae Bittencourt é sommelière formada pela Associação Brasileira de Sommeliers

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