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Uma breve história dos games

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30.08.2012 - 17:00:07
 
 
Goiânia – Dhalsin, Zangief, M. Bison, Sagat e Ryu; Ken, Chun-Li, Blanka e Guile; Honda e Balrog. Parece, mas não se trata da seleção de futebol de um desses países que só chamam nossa atenção em tempo de Copa do Mundo ou Olimpíadas. É, sim, a escalação de um dos jogos mais populares de todos os tempos nos fliperamas e nos consoles, o Street Fighter, que acaba de completar 25 anos de lançamento e que foi um dos maiores responsáveis por colocar os videogames no centro da sala da casa de milhões de pessoas.
 
A franquia da japonesa Capcom, criadora sucessos atuais como Resident Evil e Devil May Cry, influenciou, inclusive, no desenvolvimento dos joysticks (os controles), pois foi uma das primeiras a exigir uma combinação complexa de comandos para desferir golpes. O Street Fighter, que foi também pioneiro na criação de um personagem brasileiro (o animalesco Blanka), influenciou diretamente uma geração de jogos de luta do tipo torneio, como as séries Mortal Kombat e Tekken.

Quando surgiu, no final dos anos 1980, o Street Fighter surpreendia pelos gráficos, então revolucionários, e pela jogabilidade inédita. Quem não tinha dinheiro para ter um videogame em casa, e poucos tinham, era obrigado a recorrer às moedinhas para jogar em algum fliperama. Em Goiânia, um dos mais conhecidos ficava no térreo do Edifício Anhanguera, onde também existia o finado Cine Capri (que, se não me engano, deu lugar a uma igreja evangélica). O sonho da molecada era comprar uma ficha para poder jogar. Quem não tinha habilidade não conseguia mais de um minuto de diversão.
 
Aproveitando a deixa e a onda retrô (para não dizer saudosista), resolvi fazer uma linha do tempo com alguns os jogos que conheci desde menino. Você jogou algum deles? Faça também a sua lista:

Telejogo
Esse foi o primeiro em que botei as mãos. Tinha poucas opções, como tênis e futebol. Não parece, mas isso aí era um jogo de tênis.
 

 

Atari
Um clássico. O primeiro console que passou a povoar os sonhos de todo menino. Mas era caro, pouca gente tinha grana para ter um em casa. A solução era forçar amizade com quem tinha um. O Pac Man foi, provavelmente, o mais popular de todos, mas o que eu amava mesmo era o Enduro, um jogo de corrida que repetia-se infinitamente. A única coisa que mudava era a velocidade.

 

 

Supergame
Uma grande sacada da CCE, que criou este clone do Atari. Era compatível com os cartuchos (que diabos é isso?!?) da gigante japonesa e é considerado o primeiro, e até hoje um dos únicos, videogame com DNA verde-amarelo. Também rodava cartuchos de várias outras fábricas, alguns com o impressionante número, para a época, claro, de quatro jogos! Até Renato Russo homenageou um dos joguinhos mais viciantes, Space Invaders, na música Perdidos no Espaço.
 

Nintendo

O NES representou um grande salto tecnológico. Gráficos  mais avançados que os do Atari, joystick ergonômico e ágil. Enfim, parecia insuperável. Alguns títulos permanecem até hoje, como os da família Mario Bros.
 
 
 
Sony
O PlayStation, já na sua terceira geração, inaugurou uma nova era. Não precisava de gambiarras para rodar jogos em CD (como assessórios que foram lançados para os Nintendo). O CD-ROM possibilitou aos games a inclusão de roteiros complexos e gráficos hiper-realistas. A franquia Call of Duty, também disponível para X-Box, torna-se a mais fabulosa fábrica de dinheiro da indústria de entretenimento e contribui para que os games faturem, hoje, mais que Hollywood.
 
 

Wii
A Nintendo dá o troco e produz um console baseado em movimentos. As demais fabricantes correm atrás e lançam adaptadores. Tudo leva a crer que esta é a tendência para os próximos anos.
 
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por Rodrigo Hirose

*Jornalista com especialização em Comunicação e Multimídia

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