Adriana Marinelli e Michelle Rabello
Goiânia – Deflagrada na manhã desta quinta-feira (12/12) pela Polícia Federal com o objetivo de desarticular um grupo envolvido em um esquema de corrupção, estelionato e violação de sigilo funcional, a Operação Cold Case já resultou na prisão de nove pessoas.
Segundo informou a Polícia Federal à reportagem do jornal A Redação, ainda há dois mandados de prisão em aberto. Os detidos, também segundo a PF, são três empresários e seis policiais, sendo três militares, dois civis e um federal.
A equipe empenhada na operação também está realizando durante todo o dia 21 mandados de busca e apreensão e 3 conduções coercitivas contra os envolvidos no grupo criminoso. As diligências estão ocorrendo nas cidades de Goiânia, Anápolis e Itapuranga, em Goiás, e em Fortaleza, no estado do Ceará.
Iniciadas há oito meses, as investigações apontam que três policiais militares, dois policiais civis e um policial federal estariam realizando investigações clandestinas a pedido de empresários e particulares e, para tanto, utilizavam o aparato policial em benefício próprio, cobrando altas somas de dinheiro pelos resultados alcançados.
No curso das investigações, foi verificado também que o grupo criou um site de vendas falso, segundo o que foi divulgado pela PF, que tinha por objetivo aproveitar o período de festas de fim de ano e iludir pessoas interessadas em comprar presentes. Todavia, os produtos supostamente vendidos nunca foram entregues, e os valores pagos foram desviados para as contas de “laranjas”.
Os policiais envolvidos foram presos e afastados do cargo. O site, conforme informou a PF, foi retirado do ar por determinação do Juiz Federal da 5ª Vara de Goiânia. Os empresários serão encaminhados para a Casa de Prisão Provisória, em Aparecida de Goiânia (GO), onde ficarão à disposição da Justiça.
Nota da Polícia Civil
Por meio de nota, enviada à imprensa na tarde desta quinta-feira (12/12), a Polícia Civil informou que os dois policiais civis envolvidos no caso foram afastados de suas funções e responderão também a Procedimento Administrativo Disciplinar.
"Posteriores deliberações dependerão da finalização do Inquérito Policial da Polícia Federal", completa o texto.