Hector de Souza
Goiânia – Um grupo de três amigos goianos vem se aventurando pelas rodovias da América do Sul e da América do Norte. Roberto Raiza Júnior, que mora há mais de 30 anos nos Estados Unidos da América (EUA), saiu da cidade de Boston para se encontrar com Cleuton Filho, na Virgínia. Para completar o trio, Alberto Neto, que é funcionário público em Goiás, saiu do Brasil e foi ao território norte-americano para fazer o trajeto de volta com os amigos.
Os amigos, que pilotam duas Harley-Davidsons e uma Yamaha, já percorreram quatro países. “Atravessamos o México, fomos para Belize, atravessamos a Guatemala e agora estamos em El Salvador. Uma viagem de aproximadamente 5.000 km”, disse Alberto ao destacar que ainda faltam cerca de 12 mil km até o destino final.
Motoqueiros
A paixão de Roberto por motos começou cedo: aos 12 anos, o goiano já pilotava Garelli e Mobilete e praticava motocross. Hoje, casado e pai de um filho, ele possui Green Card, documento de residência permanente nos Estados Unidos. Quando tinha 22 anos, Roberto mudou-se para a cidade de Framingham, no estado de Massachusetts, onde trabalhou em uma padaria e em uma fazenda e, há muitos anos, atua na construção civil. Sem esquecer as origens, o empresário visita Goiás de uma a duas vezes por ano, além de possuir uma residência na cidade de Inhumas (GO) e realizar trilhas pela região.
Alberto Ganzaroli Neto é funcionário público em Inhumas e viajou para os EUA para retornar ao Brasil acompanhado de Cleuton Filho, amigo que reside no país há 10 anos e está voltando em definitivo. Solteiro, Alberto é apaixonado por viagens internacionais e pela Harley-Davidson.
O idealizador dessa aventura foi Cleuton Ferreira Duarte Filho, que convidou Alberto Neto para acompanhá-lo no trajeto. Cleuton tem 42 anos e completará 43 no próximo dia 11 de setembro, data próxima à prevista para a chegada. Natural de Inhumas e vindo de famílias tradicionais da cidade, o goiano é solteiro e odontólogo. Ele se mudou para os Estados Unidos há 10 anos, onde morava na Virgínia e trabalhava na construção civil.
Em um vídeo enviado à reportagem do jornal A Redação, os motociclistas falaram sobre suas paixões e os motivos para realizar tal proeza com amor e orgulho. Confira:
(Vídeo: Alberto Neto/Jornal A Redação)
Após passar por El Salvador, o objetivo do grupo é atravessar a Nicarágua, a Costa Rica e o Panamá, onde as motos serão embarcadas em um avião, pois a geografia do percurso impede a viagem terrestre. Depois, o grupo pretende retomar os veículos na cidade de Bogotá, na Colômbia, e seguir para o Equador, Peru, Bolívia e, finalmente, chegar ao solo brasileiro.
(Vídeo: Alberto Neto/Jornal A Redação)
Como era de se esperar pela longa distância, os veículos apresentaram alguns problemas pelo caminho. Entretanto, os motociclistas dão o famoso “jeitinho brasileiro” e fazem de tudo para seguir viagem. Segundo Alberto, até então, os imprevistos foram surgindo por conta das condições do trajeto, incluindo falhas na parte elétrica e peças caindo das motocicletas. Mantendo um bom ritmo, os motociclistas estão rodando de 800 a 1.000 km por dia, com estimativa de completar 17.000 km sobre duas rodas e previsão de chegada em 30 dias.

As redes sociais dos amigos funcionam como uma espécie de diário aberto ao público, onde compartilham detalhes sobre a viagem, curiosidades e os contratempos que enfrentam neste grande desafio.
