Adriana Marinelli
Goiânia – Terminou, no início da tarde desta sexta-feira (13/9), a paralisação dos agentes prisionais do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia (GO). A informação foi divulgada pela Secretaria da Administração Penitenciária e Justiça (SAPeJUS).
De acordo com a secretaria, que encaminhou uma nota à imprensa, o término da paralisação "foi motivado pelo cumprimento, antes do prazo previsto (19/09), da deliberação junto às esferas competentes do Governo do Estado da pauta de reivindicação da categoria."
Conforme está previsto, o secretário Edemundo Dias (foto) vai se reunir com os líderes do movimento na próximo segunda-feira (16/9) para apresentar as decisões do governo.
"A SAPeJUS, com a preocupação de preservar o sistema prisional e também o bem estar da sociedade, sempre esteve aberta às negociações e procurou se pautar pelo diálogo constante durante a mobilização. Por isso, a solução deste problema foi resolvido de forma precisa e em tempo hábil", complementa a nota.
CPP
A Secretaria da Segurança Pública e Justiça (SAPeJUS) informou, na tarde desta sexta-feira (13/9), que, com o fim da greve dos agentes, serão disponibilizadas cem vagas da Casa de Prisão Provisória (CPP) para acolher presos que ainda se encontram em delegacias de Goiânia. As visitas aos presídios neste fim de semana também foram mantidas.
De acordo com a diretora da CPP, Antiara Leal, normalmente a unidade disponibiliza 30 vagas por dia, mas devido á paralisação as vagas estavam em aberto. “Agora estamos recebendo normalmente os presos que estão sendo encaminhados pelas delegacias de Goiânia”, completa.
No primeiro semestre deste ano, segundo a SAPeJUS, a CPP recebeu um volume de presos de delegacias da Região Metropolitana da Capital acima do que foi registrado no mesmo período do ano passado.
O levantamento feito pela direção do presídio mostra que de janeiro a julho de 2012, a CPP recebeu 2.561 presos em situação de aguardo de julgamento, enquanto que em 2013 esse número saltou para 3.015 presos.
Ainda conforme informou a secretaria, a abertura das novas vagas é possível graças à saída de presos por alvará de soltura e transferências para outros estabelecimentos penais, conforme determinações judiciais.