Catherine Moraes
Taxistas da capital se reuniram, na manhã desta quinta-feira (9/2), com o presidente da Agência Municipal de Trânsito (AMT), Miguel Tiago, para debaterem sobre a caracterização dos veículos, os novos pontos da balada responsável e o estudo de tarifa, que está sendo realizado pela agência. No total, cerca de 50 representantes da categoria estiveram presentes no evento, que foi realizado na Escola Pública de Trânsito da AMT, no setor Bela Vista, em Goiânia.
A caraterização dos veículos, recomendada pelo Ministério Público Estadual (MPE), causa polêmica devido aos gastos e à possibilidade de danificação do carro, no que se refere à tinta. O MPE justifica que “a caracterização dos veículos de táxi em Goiânia se limita à cor branca, o que não é suficiente para a adequada comunicação visual, circunstância que pouco contribui para a segurança do taxista e do usuário do serviço”, afirma o documento.
Para o preseidente do Sindicato dos Taxistas de Goiânia, Silone Antônio dos Santos, o importante é que a categoria não seja prejudicada. “A faixa lateral, por exemplo, tem que ser durável e de alguma forma que não manche o carro”, completa. Por esse motivo, a AMT apresenta a proposta de plotagem ou envelopamento.
Assim, o carro pode ser comprado, inclusive de outra cor, e envelopado em cor branca. Miguel Tiago alerta apenas para a modificação da cor no documento do carro.
Balada Responsável
De acordo com Miguel Tiago, são 14 pontos fixos que serão distribuídos pela cidade nos prinicipais pontos de demanda. Entre os bairros, Marista, Bueno, Bela Vista, Cidade Jardim e Setor Jaó. “A ideia da balada responsável tem que dar certo e os taxistas estarão disponíveis para atender à comunidade. Álcool e direção não podem ser aliados.” Ele garante ainda que até a próxima semana os locais já estarão pintados próximos aos estabelecimentos de maior movimento.
Presidente da AMT, Miguel Tiago em reunião com taxistas (Foto: Murilo Peclát)
Bandeira 2
Apesar de ainda não ter sido definido se a bandeira 2 será ou não utilizada em Goiânia, as pesquisas realizadas pelo órgão foram apresentadas. A polêmica existe porque aqui o preço da bandeira única é de R$ 4, acrescido de R$ 2,30 por quilômetro rodado. Ou seja, o valor é estável independente de horário ou dia da semana.
Nas demais capitais do país, o valor da bandeira 1 é inferior ao de Goiânia e o da bandeira 2 é superior. Segundo a pesquisa realizada pela AMT, Goiânia se encontra em 7º lugar se comparado o valor cobrado em relação à bandeira 1 das demais capitais. Quando o assunto é bandeira 2, o valor cai para a 18ª posição. Os valores das bandeiras em algumas capitais você confere logo abaixo, em tabela divulgada pelo MPE.