Adriana Marinelli e Alexandre Parrode
Goiânia – Em entrevista coletiva, concedida na manhã desta quarta-feira (11/6), o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, falou do momento atual da administração municipal. Questionado sobre alguns pontos polêmicos como, entre outras coisas, a greve dos professores do município, Paulo definiu a ação dos educadores como uma "tentativa de golpe da oposição".
Ainda durante a entrevista, o prefeito criticou o governo Estadual afirmando que o Governo de Goiás teria gasto R$ 450 milhões com propaganda. Ainda em ataque ao governo do Estado, o petista fez questão de ressaltar que o governador Marconi Perillo se comprometeu a fazer um repasse financeiro para solucionar a crise do lixo na capital, mas que, "até agora não foi feito". "Estamos resolvendo o problema do lixo com recursos próprios", ressaltou ele.
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Falando ainda sobre o Estado, o prefeito afirmou que que dentro do próprio governo estadual existem pessoas que fabricam as crises na prefeitura. "Nós sabemos que uma das secretarias do governo, a Agetop, funciona como um Quartel General para a promoção de atitudes como essa. Não vamos aceitar", ameaçou ele.
Procurado pelo jornal A Redação, o presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), Jayme Rincón, se manifestou por meio de nota. "Numa atitude de claro desespero, o prefeito tenta encontrar culpados para o caos em que Goiânia vive hoje, ocasionado por uma sequência de más administrações dos governos do PT e do PMDB. Este grupo político, que comanda Goiânia desde 2002, fez com que nossa capital se transformasse num amontoado de lixo", disse o presidente da Agetop, fazendo referência à grande quantidade de lixo acumulado em Goiânia durante a crise registrada na Comurg.
Sobre as acusações do prefeito, que afirmou que o governo de Goiás ofereceu ajuda e não cumpriu, Jayme foi direto. "Em relação à ajuda prometida pelo governador para aquisição de caminhões coletores de lixo, os recursos ainda não foram repassados à prefeitura por culpa da ineficiência do prefeito e sua equipe, que até hoje não conseguiram juntar a documentação necessária", disse.
"A Agetop e o governo estadual estão fazendo por Goiânia o que nenhum governo fez em nossa história. Estamos construindo seis viadutos na região metropolitana da capital, um Credeq, duplicando e iluminando as saídas de Goiânia, concluindo o Centro de Excelência do Esporte, a iluminação da BR-153 e o Hospital de Urgências da Região Noroeste (Hugo 2). Reconstruimos o Autódromo e transformamos Goiânia num imenso canteiro de obras, ao contrário da prefeitura, que transformou nossa capital numa cidade encardida, que virou um imenso depósito de lixo a céu aberto", completou o presidente da Agetop.
"A culpa pelo caos de Goiânia está na prefeitura"
Jayme ainda afirmou que o prefeito estaria incomodado com a eficiência do trabalho do governo de Goiás. "O que irrita o prefeito é a enorme discrepância entre uma gestão estadual eficiente e realizadora com a administração municipal ineficiente, preguiçosa, incompetente e marcada por sucessivos escândalos. Sugiro ao prefeito que trabalhe mais e fale menos. Ele luta contra os fatos e a opinião da população, mas só irá reverter esta situação no dia em que parar de procurar culpados pela sua má administração. A culpa pelo caos de Goiânia está na prefeitura, no prefeito e sua equipe", disse. "Como neurocirurgião, o prefeito deveria procurar um colega seu para ver se consegue retomar a consciência e o bom senso. Pelo que percebemos, ultimamente são qualidades que ele perdeu há bastante tempo."
Mesmo diante da polêmica e da troca de acusações, Jayme Rincón garantiu, também por meio da nota, que o Estado está à disposição da prefeitura. "O governo estadual está completamente à disposição do prefeito Paulo Garcia para ajudá-lo a limpar nossa cidade. Se o prefeito autorizar, nos comprometemos rapidamente resolver, emergencialmente, a situação de caos em que a prefeitura colocou nossa capital", finalizou.