Adriana Marinelli
Goiânia – Após a morte de Isadora Aparecida Cândida dos Reis, assassinada por um motociclista no domingo (1/6), e considerando o número de mulheres mortas nos últimos dias em Goiânia, a Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH) da capital realizou uma reunião para discutir o assunto. A possível existência de um serial killer agindo em Goiânia, conforme foi levantado em mensagens no WhatsApp, foi o assunto do encontro, que reuniu quase todos os delegados da especializada na tarde desta segunda-feira (2/6).
Conforme informou o delegado, o gerente de inteligência da Polícia Civil particopou hoje da reunião e vai ajudar a esclarecer o mais rápido possível as semelhanças dos casos. "Também fui procurado pelo gerente de inteligência da Polícia Militar e queremos poder contar com o apoio deles também. Não temos vaidade", completou.
Ainda segundo Polati, a polícia trabalha agora para provar à sociedade que não há um assassino em série. "Cada vítima tinha um perfil e cada investigação segue uma linha. Para nós está claro que são casos isolados, mas temos que provar isso para as pessoas. Independente de qualquer coisa, não podemos negar que são casos parecidos", explica.
Ao jornal A Redação, o delegado ainda ressaltou a série de assassinatos de moradores de rua na capital, que foi noticiada em todo Brasil. "Naquela época, se falava em um grupo de extermínio e muitas pessoas tomaram aquilo como verdade. Precisamos provar, por meio das investigações e prisões, que se tratava de casos isolados. Assim está sendo neste caso de serial killer", esclarece.
Entenda o caso
Mesmo diante do posicionamento da Polícia Civil de Goiás, que descarta a atuação de um possível assassino em série em Goiânia, muitas pessoas não estão convencidas. O tema foi levantado depois que uma série de homicídios com características semelhantes foram registrados na capital. O assunto ganhou ainda mais força depois que a informação sobre a existência de um "serial killer" foi parar no aplicativo de mensagens WhatsApp e passou a ser compartilhada por várias pessoas.
Confira os áudios:
A possível existência de um assassino em série voltou a ser pauta de conversas na capital na noite de domingo (1/6), quando uma adolescente de 15 anos foi executada com um tiro no Setor São José, em Goiânia. Isadora Aparecida Cândida dos Reis (foto) teria sido rendida por um homem em uma moto preta, usando capacete preto. Após pedir o celular da adolescente, que estava acompanhada do namorado, o suspeito atirou.
Isadora foi morta no domingo (1/6) por um motociclista com um tiro nas costas (Foto: reprodução/Facebook)
Outro caso recente foi o Janaína Nicacio de Souza, morta na noite de 8 de maio no Jardim América. Testemunhas informaram à Polícia Militar que a jovem estava em um bar no momento em que foi atingida com um tiro na nuca. O autor do disparo, que também estava em uma moto preta, conseguiu fugir do local.
Na mesma noite (no dia 8/5), Bruna Gleycielle de Sousa Gonçalves estava em um ponto de ônibus na Avenida T-9 quando foi abordada por um motociclista, que também estava em uma moto preta. Armado, ele teria pedido o celular da vítima. Testemunhas disseram que o suspeito atirou no momento em que ela foi pegar o aparelho na bolsa. Bruna foi atingida no peito e morreu no local.
Janaína Nicacio de Souza e Bruna Gleycielle de Sousa Gonçalves (Foto: reprodução/Facebook)