Brasília – O presidente da Comissão da Verdade do Rio de Janeiro, Wadih Damous, participa nesta terça-feira (29/4) da reunião da Comissão de Direitos Humanos do Senado, a convite da senadora Ana Rita Esgário (PT-ES), em que será discutida a entrada da Polícia Federal na apuração das circunstâncias da morte do coronel reformado do Exército Paulo Malhães.
No mês passado, o militar prestou depoimento à Comissão Nacional da Verdade, em que relatou ter participado de prisões e torturas durante a ditadura militar. No depoimento, o oficial disse também que foi o encarregado, quando era lotado no Centro de Informações do Exército (CIE), de desenterrar e sumir com o corpo do deputado Rubens Paiva, desaparecido em 1971.
“As controvérsias em torno da morte do coronel reformado Paulo Malhães alimentam suspeitas em torno do laudo médico no qual a causa mortis é descrita como 'edema pulmonar', isquemia do miocárdio, miocardiopatia hipertrófica, evolução de estado mórbido [doença]. Tudo isso é muito estranho. A investigação e a conclusão sobre a morte de Malhães não podem ser baseadas apenas nessa perícia”, alertou o advogado Wadih Damous, presidente da Comissão da Verdade do Rio. “É preciso ouvir novamente a mulher de Malhães, sua filha, o caseiro e outras pessoas.”