A Redação
Goiânia – Até o último dia 10 de maio, quando foi realizada a última atualização do boletim de Influenza, da Secretaria Estadual de Saúde de Goiás (SES-GO), cinco óbitos foram confirmados em Goiás, sendo um na capital goiana. Goiás registrou 100 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave/SRAG este ano. Os números representam um aumento de 23,4% em relação ao mesmo período de 2013, também segundo a secretaria.
Dos 100 casos de SRAG notificados no Estado, 14 foram por Influenza, sendo: 10 casos por Influenza A-H1N1, onde 4 evoluíram para óbito; 2 casos por Influenza A-H3N2, onde 1 evoluiu para óbito; 2 casos por Influenza B, onde os dois evoluíram para cura.
Os quatro óbitos causados por Influenza A-H1N1 ocorreram nos municípios de Corumbaíba (2), Goiânia (1) e Itapaci (1). A morte pelo Influenza A-H3N2 ocorreu em Rio Verde. Dos cinco óbitos, conforme informou a SES, quatro pacientes eram portadores de doenças crônicas não transmissíveis, com indicação da vacina Influenza.
Após a pandemia de 2009, o Ministério da Saúde preconizou a notificação compulsória somente dos casos graves de Influenza. Porém, a partir de 2012, a ficha de notificação foi modificada e a vigilância epidemiológica direcionou o monitoramento para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). A SRAG é um quadro clínico caracterizado pela presença da síndrome gripal, associada a pelo menos mais um sintoma, como falta de ar, desconforto respiratório ou aumento de frequência respiratório, entre outros.
Vacinação
As secretarias estaduais e municipais de Saúde de todo país estão realizando a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza. A Secretaria da Saúde de Goiás (SES-GO) prorrogou a campanha até o dia 23 de maio, em razão da baixa procura pela vacina nos postos de saúde. Até o momento a cobertura vacinal está em 65,66% (6º lugar no ranking nacional) e a meta é imunizar 80% do público-alvo.
A população-alvo definida pelo Ministério da Saúde é formada por oito grupos: crianças de 6 meses a menores de 5 anos, gestantes (independente da idade gestacional), puérperas até 45 dias após o parto, pessoas com 60 anos ou mais de idade, indígenas, trabalhadores de Saúde que atuam nos serviços de referência para Influenza, pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e população privada de liberdade e funcionários.