José Abrão
Goiânia – Deputados federais eleitos por Goiás, Zacharias Calil (UB) e Ismael Alexandrino (PSD) defendem que as pautas relacionadas à saúde estão acima de diferenças políticas e que poderão votar com o governo a partir de 2023, mesmo pertencendo a partidos que, até agora, não integram a base da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Eu sou oposição, mas acho que em pautas voltadas para o bem do nosso Estado e país, é claro que vamos votar com o governo eleito”, disse Zacharias Calil ao jornal A Redação durante a cerimônia de diplomação dos eleitos na segunda-feira (19/12).
Na mesma ocasião, Alexandrino concordou: “A pauta da saúde é suprapartidária, ela precisa estar acima de questões ideológicas. O meu partido é do diálogo e a minha característica como pessoa também é essa. O que é bom para o Brasil será votado [a favor] de forma lúcida, consciente e pé no chão”.
Ambos médicos, os goianos externaram que fortalecer a vacinação no Brasil deve ser a principal prioridade da saúde no novo governo. “Como médico e cientista, sou extremamente favorável à vacina. Temos que ter eventos chamando a população e publicizando a real importância da vacina”, disse Calil. “Doenças que estavam praticamente extintas estão retornando com força, como o sarampo, a poliomielite. O Ministério da Saúde tem de fazer essas campanhas e atividades ao longo de todo o ano”, completou.
Ele também abordou a baixa cobertura das doses de reforço da covid-19 e que é preciso conscientizar as pessoas de que a imunização contra a doença agora será uma constante, assim como é para outras doenças – como a gripe ou a febre amarela. “Em relação à covid, sempre digo que essa vacina veio para ficar: não tem como correr disso porque as doenças permanecem, os vírus mudam, cria-se resistência. O próximo passo é fazer uma campanha com a vacina bivalente da covid-19”, argumentou.
Integrante da equipe de transição na área da saúde, Ismael disse que o time tem se debruçado sobre esta questão que é vista como prioridade já para 2023. “Uma das nossas grandes missões será reestruturar o Programa Nacional de Imunização (PNI). Essa é uma das nossas metas para que tenhamos índices de vacinação muito superiores aos que temos hoje”, afirmou o ex-secretário de Saúde de Goiás.
Saúde está “acima de diferenças políticas”, defendem Ismael e Zacharias
*Mônica Parreira é repórter do jornal A Redação